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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 323

Mas agora ela estava ali, deitada ao lado de Bia, sã e salva.

Fora uma leve sensação de peso na cabeça, não havia nenhum outro desconforto em seu corpo.

Embora não soubesse exatamente o que tinha acontecido naquele intervalo, Tatiane tinha certeza de uma coisa: fora Henrique quem a trouxera de volta.

Por enquanto, não quis pensar demais no assunto. Apenas estendeu o braço, puxou Bia para mais perto e a apertou nos braços, permanecendo assim, abraçada à filha.

Até o dia começar a clarear.

Bia acordou esfregando os olhos. Assim que abriu os olhinhos e viu tia Evelyn olhando para ela, a cumprimentou com a voz ainda embargada de sono:

— Bom dia, tia Evelyn.

Tatiane ajeitou os cabelos bagunçados da menina e beijou sua testa.

— Bom dia, meu amor.

Bia despertou quase por completo no mesmo instante e logo ergueu o rostinho para estalar um beijo na bochecha de Tatiane.

Mãe e filha ficaram na cama trocando carinho, agarradas uma à outra, sem a menor vontade de se levantar.

Então Bia disse:

— Ontem à noite, a tia Evelyn desmaiou de repente. O papai trouxe a tia Evelyn de volta no colo.

Era exatamente como Tatiane imaginava.

Tinha sido Henrique quem a levara para casa.

Então... Ele realmente a salvara?

Quanto à pessoa que a dopara na noite anterior, ela nem precisava pensar muito para adivinhar quem estava por trás daquilo.

E Henrique, muito provavelmente, também sabia.

Nesse instante, ouviu-se o clique da porta.

Tatiane virou o rosto e viu o homem entrar no quarto.

Henrique lançou um olhar para ela.

— Papai!

Bia se levantou na cama, afundando os pezinhos no edredom macio, foi até a beirada e ergueu os bracinhos, pedindo colo.

Henrique se aproximou, pegou a filha nos braços e a ergueu no ar duas vezes. A risada alegre e empolgada de Bia ecoou pelo quarto.

Ao olhar para a menina, os traços do homem se suavizaram por completo. Em seus olhos, havia apenas ternura.

Recostada na cabeceira da cama, Tatiane observava em silêncio o pai e a filha brincando.

— Tá bem. — Disse Henrique por fim, colocando a menina no chão. — Está na hora de lavar o rosto e tomar café da manhã.

Bia se atirou nos braços de Tatiane e se aninhou contra ela.

— Tia Evelyn, a gente vai se levantar agora?

Tatiane acariciou os cabelos da menina.

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