Henrique manteve a expressão impassível de sempre e levantou os olhos para Tatiane. Ela continuava calma, sem se dar ao trabalho de olhar para ele.
Então ele disse a Bia:
— Bia, pede para a mamãe mostrar as fotos para o papai.
Tatiane franziu de leve a testa e enfim olhou para ele.
Bia virou o rostinho para a mãe.
— Mamãe, eu e o papai queremos ver.
Tatiane acariciou os cabelos da filha e desconversou:
— As fotos estão salvas no computador. Pelo celular não dá mais para ver. Quando chegarmos em casa, a gente olha.
Bia soltou um "ah" baixinho.
— Então tá. Quando chegarmos em casa, eu e o papai vamos ver.
Henrique continuou observando Tatiane. Ela sustentou o olhar dele por um instante, depois desviou os olhos com frieza.
Depois de passar o dia inteiro fora, Bia adormeceu depressa no carro. Tatiane se recostou no banco e fechou os olhos devagar, tentando descansar um pouco.
Foi então que ouviu a voz baixa de Henrique:
— Agora que a nossa relação veio a público, precisamos organizar um banquete oficial.
Tatiane abriu os olhos e olhou para ele.
— E se eu não concordar?
— Se você ainda está com raiva, podemos esperar mais um pouco. Mas a vida continua, Tatiane. Você não vai conseguir ficar em guerra comigo para sempre.
Enquanto falava, Henrique ajeitou com cuidado a mantinha que cobria Bia.
— Já que você ama a Bia, não existe nada que não possa ser ajustado. Tatiane, você é uma mulher inteligente. Por que insistir em ficar presa a esse impasse?
Era assim que ele fazia. Enxergava tudo com uma clareza quase cruel e empurrava a realidade para diante dela, obrigando-a a encarar cada detalhe. Henrique sempre conseguia reduzir a dor dos outros a uma análise fria, precisa, quase leve demais.
Para ele, não parecia haver espaço para sentimentalismos. Qualquer emoção podia ser desmontada pela razão até restar apenas uma conclusão. O que precisava ser abandonado, era abandonado. O que precisava ser tomado, era tomado.
Depois de um longo silêncio, Tatiane o encarou.
— Eu não sou como você. Você fica acima de tudo, controlando tudo o que quer possuir. Claro que consegue aceitar qualquer coisa com essa naturalidade.
Henrique respondeu sem pressa:
— Não vou negar. Mas continua sendo a realidade, não é?
Tatiane estreitou os olhos.
Sim.
A realidade era que ele sempre conseguia conduzir tudo.
Então ouviu Henrique dizer outra vez:
— Sei que você é teimosa. Por isso, eu também posso mudar.
Tatiane ficou imóvel por um instante, com os olhos presos nele.
O rosto bonito de Henrique permanecia tranquilo. Seus olhos profundos continuavam fixos nos dela, intensos o bastante para fazer qualquer pessoa se perder ali dentro.
Por um longo momento, Tatiane não disse nada.
Depois, baixou os olhos e desviou o rosto. Não respondeu.
Dentro do carro, o silêncio ficou tão denso que até a respiração parecia alta demais.
Tatiane se recostou de novo no banco e fechou os olhos.
Quando acordou, o carro ainda seguia pela estrada, mas ela logo percebeu que aquele não era o caminho de volta. Despertou de uma vez e olhou para Henrique, sentado diante dela.
Ele estava de cabeça baixa, concentrado na tela do computador, resolvendo assuntos de trabalho.
Ao notar que ela havia acordado, ergueu os olhos.
— Acordou?
— A Bia quer peixe ao molho.
Com uma ternura discreta nos olhos, Henrique olhou para a filha.
— Então vai ser peixe ao molho.
À noite, Tatiane dava tapinhas leves nas costas de Bia, tentando fazê-la dormir. Depois de brincar o dia inteiro, a menina caiu depressa em um sono pesado.
Henrique entrou no quarto e caminhou até a beira da cama. Levantou a coberta, deitou-se atrás de Tatiane e passou um braço ao redor dela. Seus dedos tocaram de leve a bochecha macia de Bia.
Com a voz baixa e grave, disse:
— Ela dormiu.
O cheiro de sabonete, misturado ao aroma limpo e familiar do corpo dele, invadiu a respiração de Tatiane. Nas costas, ela sentia com nitidez o calor e a força do peito firme de Henrique. Seu corpo ficou rígido.
— Que horas voltamos amanhã?
— Devemos atracar por volta das nove. Em casa, acho que chegamos perto do meio-dia.
Tatiane não perguntou mais nada.
Henrique voltou a falar:
— Amanhã você pretende voltar para a Alvorada Investimentos?
Nos últimos dias, Tatiane havia cancelado todos os compromissos de trabalho. Agora, os comentários sobre ela e Henrique no meio empresarial começavam a perder força. Já não eram tão intensos quanto no início.
Tatiane devolveu a pergunta:
— No fundo, você quer que eu peça demissão da Alvorada Investimentos, não quer?
— É claro que eu preferia que você não continuasse lá. Mas não vou obrigar você. Se quiser ficar, a decisão é inteiramente sua. — Respondeu Henrique.
— Depois de tudo o que você fez, a minha vontade ainda serve para alguma coisa?
Embora Leandro não tivesse contado a ela sobre a situação da empresa, Tatiane recebera notícias por Patrícia. Entre os altos executivos da Alvorada Investimentos, a permanência dela ali já era vista com desconfiança.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Tá tedioso! Estou pulando capítulos. Devia encerrar logo....
Alguem aqui que possa fazer a autora desse livro entender que ja esta INSUPORTÁVEL a leitura??? E que acredito q ninguem aguenta mais tanta chatuce q nao chega a lugar NENHUM???? Henrique um executivo imponente ate lguns capitulos atras, agora parece um adolescente de 15 anos atras dessa CHATA da Tatiane?????...
Esse livro NAO ACABA NUNCA???? JA ESTA MUITO CHATO e eu nao posso parar de ler pq ja gastei muito tempo e dinheiro....Que chatice!!!! Pelo mor de Deus, da um tom de romance entre Henrique e Tatiane. Que por sinal, ela está muito irritante isso sim......
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...