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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 408

Naquele dia, Tatiane usava um casaco branco. Os cabelos longos caíam soltos sobre os ombros, e alguns fios se moviam com o vento. Na cabeça, ela trazia uma tiara de pérolas. Seu rosto claro e delicado parecia ainda mais bonito e radiante do que o buquê que levava nos braços.

Parada ali em silêncio, ela tinha uma elegância suave e tranquila, daquelas capazes de prender o olhar de qualquer um por um instante.

Henrique a observava com aqueles olhos escuros e profundos. Ao lado dele, Felipe pareceu prestes a dizer alguma coisa, mas nem chegou a abrir a boca: Henrique já avançava na direção de Tatiane, em passos largos e firmes.

Ele parou diante dela e, sem nenhuma explicação, segurou sua mão e a puxou para mais perto.

Tatiane se assustou.

— Você...

Então viu Henrique tirar do bolso uma pulseira roxa e colocá-la em seu pulso.

A peça tinha uma textura fina e lustrosa, quase leitosa, translúcida como vidro. Mesmo sob o céu nublado, ainda refletia um brilho discreto. Bastava olhar para saber que era caríssima.

Por um breve instante, Tatiane se perdeu naquele halo violeta.

Até ouvir a voz dele:

— Gostou?

Tatiane voltou a si, recolheu a mão e ergueu os olhos para encará-lo.

Com a voz calma, respondeu:

— Na verdade, você não precisava ter levado isso tão a sério. Bastava dizer à Bia que tinha trazido um presente. Eu não ia te desmentir.

Henrique franziu ligeiramente a testa, quase imperceptível.

— E quem me garante que você não ia reclamar de mim para a Bia?

O que ele queria dizer com aquilo?

Achava que ela era o tipo de pessoa que colocaria Bia contra ele?

Tatiane baixou os olhos, desviou o olhar e nem se deu ao trabalho de responder.

Henrique continuou olhando para ela, parada ali com o buquê nos braços, sem demonstrar nenhuma reação.

O ar entre os dois caiu num breve silêncio.

Vendo que o homem à sua frente não parecia ter a menor intenção de ir embora, Tatiane ergueu os olhos e perguntou, confusa:

— Você não vai embora?

Assim que terminou de falar, ouviu uma voz vindo de mais adiante:

— Tati.

Tatiane virou levemente o corpo e viu Leandro saindo do saguão do aeroporto.

Ela não deu mais atenção ao homem diante de si e, naturalmente, não percebeu o semblante dele escurecer.

Com o buquê nos braços e um sorriso doce nos lábios, caminhou depressa até Leandro. Então lhe entregou as flores com as duas mãos.

— Professor, parabéns.

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