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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 484

— Nos negócios, por mais imprevisível que seja o jogo, talvez você ainda consiga manter tudo sob controle. Mas o coração das pessoas muda num piscar de olhos. E, quando se trata de sentimentos, não existe nada mais difícil de controlar.

Henrique pegou a garrafa de vinho e serviu outra taça para si. Ao ouvir aquelas palavras de Felipe, curvou os lábios num sorriso.

— Isso também é verdade.

Marcos voltou para casa de bom humor.

Mônica estava no sofá, com Theo nos braços, lendo uma história infantil para ele. Se o menino entendia ou não, ninguém sabia, mas ouvia tudo com enorme atenção.

Ao ouvir o barulho da porta, Mônica olhou para trás.

— Já chegou?

Marcos se aproximou, pegou o filho no colo e começou a brincar com ele.

— Tati e os outros ainda não voltaram?

— Ainda estão na empresa. Fim de ano é assim, todo mundo soterrado de trabalho. Com quem você foi jantar hoje?

Sobre o que acontecera com Tatiane no dia anterior, Cristiano também não havia contado nada a eles. Como ela já estava bem, não havia necessidade de deixá-los ainda mais preocupados.

Marcos sentou-se no sofá com o filho no colo e não escondeu de Mônica:

— Jantei com meu filho.

Ao ouvir aquilo, Mônica entendeu imediatamente a qual filho ele se referia. Seu semblante mudou um pouco, e seu coração entrou em alerta.

— Por que você nunca comentou antes que seu filho estava em Nova Aurora? Foi ele que procurou você?

Eliane não prestava. Que coisa boa poderia sair do filho dela?

Quando o próprio pai passava por dificuldades, ele não aparecera para procurá-lo. Agora que precisavam de Marcos para alguma coisa, vinha bater à porta. Que boa intenção poderia haver nisso?

Marcos passara o caminho inteiro pensando em como explicaria aquilo a Mônica. Sabia que, por causa de Eliane, ela agora tinha aversão a Felipe, então só pôde responder seguindo a lógica dela:

— Eu já tinha perguntado a Eliane sobre meu filho antes e soube que ele estava em Nova Aurora. Depois de tantos anos sem nos vermos, eu precisava encontrá-lo pelo menos uma vez, não precisava?

Mônica sabia que Marcos sempre guardara aquele filho no coração. Agora que finalmente o reencontrara, era como se tivesse realizado um desejo que carregava havia anos. Aquilo deixava um amargor dentro dela, mas Mônica também não tinha muito o que dizer.

— Vocês só conversaram?

Marcos percebeu a desconfiança no tom dela, passou um braço em volta de sua cintura e sorriu.

— E o que mais faríamos, se não conversar?

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