Os estudantes ao redor começaram a olhar para eles com curiosidade.
Aquele veterano e aquela veterana não eram um casal? Então por que a relação entre ela e aquele outro homem parecia carregar uma tensão tão sutil, quase impossível de explicar?
Tatiane virou-se para uma aluna ao lado e pediu com gentileza:
— Você poderia segurar para ele, por favor? Estou com um casaco nas mãos.
A garota ficou surpresa por um instante. Quando ergueu os olhos para o homem alto e bonito à sua frente, sentiu as orelhas esquentarem.
Henrique desviou o olhar de Tatiane para a aluna e agradeceu com uma educação impecável:
— Obrigado.
O coração da garota deu um salto. Ela se apressou em pegar o casaco.
— Imagina.
Logo em seguida, Henrique tirou o relógio do pulso e o entregou a Tatiane. Seu rosto bonito mantinha uma expressão suave enquanto ele a fitava.
Tatiane ergueu os olhos para ele por um segundo e estendeu a mão para receber o relógio.
O canto dos lábios de Henrique se curvou de leve. Então ele se virou e voltou para a quadra. Olhando para Roberto, perguntou:
— Você ataca ou defende?
— Tanto faz.
No fim, Roberto escolheu atacar.
Depois de várias rodadas seguidas, os dois terminaram empatados.
Fosse no ataque ou na defesa, nenhum dos dois ficava atrás do outro. Eram praticamente equivalentes, disputando ponto a ponto.
Tatiane não conseguiu evitar a tensão enquanto acompanhava a partida. Claro que, no fundo, esperava que Roberto conseguisse vencer Henrique.
"Bzz, bzz, bzz."
A vibração do celular veio de dentro da bolsa.
Tatiane voltou a si, tirou o aparelho e viu o nome na tela.
Ela se afastou, atravessou o grupo de estudantes que assistia ao jogo e foi até um canto mais silencioso para atender.
— Alô, professor.
Leandro começou perguntando sobre alguns dados do trabalho.
Depois que terminaram de falar sobre o assunto, ele perguntou:
— E então? Como está sendo voltar à escola depois de tantos anos?
— Está sendo bom. Faz muitos anos que eu não vinha aqui. Agora consigo sentir de verdade que a época de estudante era a mais tranquila. — Respondeu Tatiane.
Leandro riu.
— Por quê? Estou pegando pesado com você?
Tatiane soltou uma risada baixa.
— Eu jamais ousaria pensar uma coisa dessas. Onde mais eu encontraria um chefe tão maravilhoso quanto o senhor Leandro?
— Acho que, nessa arte de bajular, você ainda precisa aprender bastante com o Sérgio antes de se aperfeiçoar.
— Com tanta sinceridade da minha parte, o senhor ainda não conseguiu perceber?
— Confesso que essa parte da sinceridade eu não percebi muito.
Tatiane suspirou, sem saída.
— Senhor Leandro, como líder, o senhor deveria evitar ser tão direto. De verdade, isso fere o coração dos funcionários.
Leandro caiu na risada.
— Certo, entendi. Na próxima vez, vou tentar ser mais sutil.
Os dois conversaram mais um pouco.
Então Tatiane desligou.
— Tati.
Tatiane e Roberto encontraram um lugar para se sentar e não foram socializar. Ainda assim, era inevitável que algumas pessoas se aproximassem para conversar.
Tatiane também era uma presença muito notada naquela noite. No entanto, como permanecia o tempo todo ao lado de Roberto, ninguém era inconveniente a ponto de pedir seu contato. No máximo, vinham trocar algumas palavras.
Naquela noite, também apareceu um amigo que havia sido muito próximo de Roberto na época do ensino médio, embora os dois quase não tivessem mantido contato ao longo dos anos.
Tatiane, é claro, também o conhecia.
Os três se sentaram juntos e conversaram. Eram velhos amigos que não se viam havia muito tempo, falando sobre tudo o que acontecera nesses anos.
Conversar com pessoas que estavam na mesma sintonia sempre deixava o coração mais leve.
Henrique notou os três. Não sabia sobre o que estavam falando, mas Tatiane sorria de um jeito especialmente aberto, despreocupado.
Talvez o olhar dele estivesse intenso demais. Tatiane, quase por instinto, ergueu os olhos e olhou na direção dele.
Os olhares dos dois se encontraram.
Tatiane conteve o sorriso que ainda havia em seus olhos.
Henrique curvou os lábios num sorriso discreto para ela.
Tatiane não lhe deu nenhuma resposta. Apenas desviou o olhar.
Quando o jantar terminou, todos foram assistir às apresentações artísticas organizadas pela escola.
A programação se estendeu até as oito e meia da noite.
Só então a comemoração da escola chegou oficialmente ao fim.
A direção acompanhou os ex-alunos até a saída.
Tatiane entrou no carro de Roberto e deixou a escola.
Havia alguns dias que ela não voltava para casa.
Naquela noite, Tatiane decidiu passar por lá. Marcos e os outros não sabiam que ela estava morando no Residencial Aurora. Achavam apenas que, por causa do trabalho, ela ficava em um apartamento no centro.
Assim que entrou em casa, Tatiane percebeu de imediato que o clima ali estava estranho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...