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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 559

Júlia então apresentou Tatiane a Iracema:

— Esta é Evelynn, amiga minha.

Como ainda não sabia exatamente em que pé estavam Henrique e Tatiane, Júlia preferiu não entrar em detalhes.

Iracema sorriu e a cumprimentou:

— Senhorita Evelynn, prazer.

— Prazer. — Respondeu Tatiane.

Sem trocar mais nenhuma palavra, as duas fingiram não se conhecer.

A jovem que acompanhava Iracema era Serafina Souza, filha de um empresário ligado a um grande grupo. Depois dela, chegaram mais duas amigas do círculo de Júlia.

Tatiane não as tinha visto no aniversário de Lílian. Portanto, deviam ser amigas apenas de Júlia, sem ligação direta com a família Carvalho.

As mulheres se sentaram para tomar chá e conversar.

Quanto a Tatiane, quem não conhecia sua história não conseguia evitar certa curiosidade.

Naquele círculo, afinal, o sobrenome vinha antes de quase tudo. Quando uma mulher tinha uma boa família por trás, fosse a de origem, fosse a do marido, naturalmente passava a ter voz, prestígio e respeito entre aquelas pessoas.

Júlia era a anfitriã daquele dia e não podia ficar o tempo todo ali. Naquele momento, tinha ido até a adega verificar os vinhos que haviam acabado de chegar.

— Acho que ainda não tive o prazer de encontrar a senhorita Evelynn em outros eventos. Sua família costuma circular por Nova Aurora? — Perguntou Serafina.

Tatiane respondeu com naturalidade:

— Meus pais são pessoas simples. Não têm empresa. Já se aposentaram e vivem tranquilos em casa.

A resposta surpreendeu um pouco as mulheres ao redor. Pelo tom dela, não parecia que estivesse tentando esconder alguma coisa. Além disso, todas ali pertenciam às famílias mais influentes de Nova Aurora. Se Tatiane tivesse uma origem realmente poderosa, dificilmente conseguiria mantê-la em segredo.

Vinha de uma família comum e, ainda assim, conhecia Júlia. Só havia uma explicação possível: tinha chegado ali por causa de algum homem.

Com aquela beleza e aquele porte, de fato não era difícil imaginar que pudesse chamar a atenção de uma família rica.

Mas, sem um sobrenome forte por trás, uma mulher que dependia apenas da aparência e de alguns artifícios para entrar naquele meio jamais deixaria de ser olhada com desprezo.

Ainda assim, havia algo curioso naquela história.

Ela soltou um riso frio, virou o rosto e começou a conversar com Iracema.

As outras, naturalmente, também não fizeram questão de dar atenção a Tatiane. Em vez disso, voltaram-se para Tainá, que estava sentada ao lado dela.

Por ser esposa de Wellington, o neto mais velho do ramo principal da família Barbosa, Tainá era naturalmente alguém que todos faziam questão de agradar naquele círculo.

E não era apenas uma mulher dedicada à casa e aos filhos. Entre as esposas da geração mais jovem, ela era vista como inteligente, competente e perfeitamente capaz de apoiar o marido quando necessário.

Além disso, fora escolhida por Bruna a dedo e, justamente por isso, era bastante querida por ela.

Boa família, boa capacidade, mãe de dois meninos gêmeos.

Para muitas sogras de famílias ricas, Tainá era praticamente o modelo ideal de nora.

Tatiane permaneceu sentada ao lado, bebendo chá em silêncio, sem demonstrar o menor constrangimento por estar sendo deixada de lado.

Tainá olhou para ela.

Na vez anterior, quando Henrique levou Tatiane ao jantar da família Barbosa, sua atitude já deixara claro que ele a aceitava como esposa.

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