Ruan soltou uma risada baixa.
— O senhor realmente não parece se importar muito com os assuntos da própria irmã. Mas, pensando bem, na época em que vivia sob a proteção da família Rodrigues, o senhor não dependia de Eliane e da sua irmã? Também ouvi dizer que, um tempo atrás, o senhor irritou tanto a própria mãe que ela acabou indo parar no hospital. Que frieza, não? Se é capaz de ser tão implacável até com a própria família, então esses métodos seus... Realmente, nós não temos como competir. Hahaha.
Ruan, é claro, já havia mandado investigar a relação de Felipe com a família Rodrigues.
Aquelas palavras insinuavam, sem dizer abertamente, que Felipe não passara de um cão da família Rodrigues no passado, alguém que dependera de mulheres para se reerguer e que, depois de conseguir virar o jogo, dera as costas a todos. Um ingrato, frio e sem coração.
O rosto bonito de Felipe continuou sereno. Não houve a menor oscilação em seu olhar. Ele apenas agradeceu ao empregado que lhe serviu o chá.
Henrique virou levemente o rosto e olhou para ele.
Ruan estendeu a mão e acariciou o cão-lobo de pelo acinzentado, postado ao seu lado. Então disse, deixando clara a intenção por trás das palavras:
— Uma pena. O outro cão-lobo que eu criava surtou do nada há dois dias e acabou mordendo uma pessoa. Não tive escolha a não ser mandar sacrificá-lo. Cachorro que morde o dono não pode continuar vivo.
Todos entenderam o verdadeiro sentido daquelas palavras.
Felipe tomou um gole de chá, indiferente.
Henrique disse sem pressa:
— Dá para ver que você não tem muita competência mesmo.
Foi apenas uma frase, mas o rosto de Ruan endureceu na mesma hora.
Sentado diante de Henrique, Lourenço passava devagar as contas de oração entre os dedos. Parecia alheio àquela disputa, em silêncio, tranquilo e distante.
A atmosfera ficou pesada por alguns instantes.
Gilberto interveio depressa:
— A propósito, a Dobby acabou de ter filhotes. Ruan, se você quiser, quando eles crescerem um pouco, mando um para você.
Ruan recompôs a expressão. O canto de seus lábios se ergueu num sorriso rígido.
— Pode ser.
— Papai.
A voz alegre de Bia soou de repente, quebrando a tensão no ambiente.
Henrique estendeu a mão e apoiou as costas da menina. Ao ver Felipe, Bia chamou:
— Tio Fê.
Felipe olhou para ela e sorriu, com a voz suave.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....