Júlia também disse:
— É melhor cuidar do ferimento primeiro, para não ficar cicatriz.
O olhar escuro de Henrique continuava preso ao sangue no canto da testa de Tatiane. Seus lábios finos se abriram, e ele disse apenas duas palavras:
— Cinco minutos.
Direto, seco, mas carregado de uma autoridade que não admitia contestação.
Iracema assentiu. Em seguida, levou Serafina dali. Ruan saiu logo atrás.
Henrique notou a caixa de primeiros socorros sobre a mesa de centro e a gaze enrolada na mão de Tatiane. Então a amparou para que se sentasse.
— Machucou a mão?
Júlia explicou o que havia acontecido e voltou a pedir desculpas a Tatiane, assumindo a responsabilidade por tudo. Afinal, eram pessoas dela que não tinham lidado direito com a situação.
Enquanto falava, observava discretamente qualquer mudança no rosto de Henrique.
Embora Henrique costumasse manter uma convivência tranquila com todos quando participava daqueles encontros, no fundo, todos sabiam muito bem que ele não era alguém que se prendia a gentilezas ou favores pessoais.
Justamente por saberem disso, todos mediam cada palavra ao lidar com ele. Ninguém ousava ofendê-lo de verdade.
Henrique mantinha uma expressão fria, impossível de decifrar.
Júlia também não conseguia ter certeza do que ele estava pensando.
O homem tirou o antisséptico e alguns cotonetes da caixa de primeiros socorros. Com movimentos leves, embebeu a ponta no produto e só então falou, devagar:
— Júlia, não se meta no assunto da Serafina. Quem errou deve arcar com as consequências.
Ao ouvir aquilo, Júlia soltou um suspiro baixo.
Sabia que insistir seria inútil. Então, com bom senso, preferiu se calar.
Henrique cuidava do ferimento na testa de Tatiane com extremo cuidado.
Felipe permanecia ao lado, observando tudo em silêncio, sem nenhuma expressão no rosto.
Júlia olhou para os três.
No fundo, sentia apenas uma estranheza difícil de explicar.
Então se virou e saiu da sala lateral.
Assim que deixou o cômodo, encontrou Gilberto vindo em sua direção. Ao notar que ela estava abatida, ele perguntou:
— Júlia, o que aconteceu?
Júlia segurou o braço dele e o puxou para um canto mais reservado. Baixou a voz:
— Venha comigo primeiro.
Depois que os dois se afastaram, Gilberto perguntou:
— O que houve?


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...