Na televisão, passava um especial de humor de fim de ano. As piadas vinham uma atrás da outra, e a atuação afiada dos comediantes arrancava gargalhadas da plateia, enchendo a sala de uma animação que não combinava em nada com os dois no sofá.
Ali, fora da tela, o silêncio era pesado.
Tatiane e Henrique olhavam para a televisão, mas nenhum dos dois sorria. Entre eles, a distância parecia fria o bastante para cortar.
Depois de um tempo longo demais, Henrique falou:
— Você pode ficar irritada comigo. Pode não querer falar comigo. Mas divórcio não é uma palavra para jogar numa discussão como se não significasse nada.
Tatiane nem se abalou. A expressão continuou indiferente, e a voz saiu calma, quase fria demais.
— Não se esqueça do nosso acordo. O divórcio sempre foi questão de tempo. Você também não precisa continuar fazendo nada por obrigação.
Henrique respondeu baixo:
— Para mim, isso não é obrigação.
O olhar de Tatiane se fechou.
Então ele continuou:
— Mesmo que um dia a gente se separe, até lá eu espero que você cumpra o papel que assumiu como mãe e como esposa.
Tatiane virou o rosto para ele. Um sorriso breve, irônico, apareceu em seus lábios.
— Então é isso? Na sua cabeça, depois que uma mulher assina uma certidão de casamento, ela tem que se comportar, cuidar do marido e dos filhos, enquanto o homem continua livre para fazer o que quiser?
Henrique a encarou diretamente. Parecia calmo, sem o menor sinal de culpa.
— Já que aceitei assinar aquele acordo com você, não tenho motivo nenhum para fazer algo que só me daria dor de cabeça.
Tatiane estreitou os olhos. Depois soltou uma risada fria, pegou o celular e abriu uma foto.
— Então me explica isso.
Henrique olhou para a tela e franziu a testa na mesma hora.
A foto havia sido tirada às escondidas naquela noite, durante o jantar no cruzeiro. Nela, duas mulheres de roupas provocantes apareciam ao lado dele. Uma estava sentada perto de Henrique. A outra, agachada diante dele, olhava para cima com um sorriso insinuante, entre a bajulação e a provocação.
Henrique, por sua vez, aparecia sentado com uma indiferença absoluta, como se nada daquilo tivesse qualquer importância.
Ao ver a imagem, seu olhar esfriou. Sem discutir, pegou o próprio celular e fez uma ligação.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....