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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 607

— Amanhã de manhã vamos passar na casa dos Carvalho para cumprimentar o senhor Marcelo pelo Ano-Novo. À tarde, vou levar a Bia ao parque de diversões. Assim, não preciso dar a volta para buscar você tão cedo. — Disse Henrique.

— Amanhã cedo eu vou direto para a casa dos Carvalho. Já está tarde, e não quero me cansar mais hoje. — Respondeu Tatiane.

Henrique não insistiu.

— Tudo bem. Então descanse.

Depois disso, foi embora.

Naquela noite, Tatiane só terminou de assistir aos vídeos de Bia muito tarde. Ao longo daqueles cinco anos, a menina realmente havia sido criada como uma princesinha, cercada de cuidado, carinho e proteção.

E era exatamente isso que Tatiane mais queria: que a filha pudesse crescer assim, leve, segura, sem precisar carregar preocupações que não eram dela.

Naquela mesma noite, porém, teve um pesadelo.

Sonhou com Bia chorando desesperada, chamando por ela. Henrique segurava a menina no colo e a olhava com frieza. Tatiane queria se aproximar, queria abraçar a filha, tocá-la, mas, por mais que tentasse, não conseguia alcançá-la. Então, diante de seus olhos, Henrique se virou com Bia nos braços e foi embora.

Tatiane acordou assustada.

A dor no peito continuava ali, apertada e nítida, como se o sonho ainda não tivesse acabado. Demorou muito para voltar a si. Ficou deitada, imóvel, sem conseguir dormir de novo.

Quando se levantou no dia seguinte, seus olhos estavam inchados. Depois de lavar o rosto e se arrumar, passou uma pomada para aliviar o inchaço e fez uma maquiagem leve, só para disfarçar o ar abatido.

Naquele dia, Mônica voltaria por alguns dias para a casa da própria família. Cristiano levaria Marcos e Mônica de carro, e os dois ficariam lá por dois dias.

Como a viagem era longa, precisavam sair às sete da manhã para chegar a tempo do almoço.

Mônica sabia que Tatiane provavelmente passaria o dia com Bia. Por isso, no dia anterior, nem havia pedido que ela fosse junto.

Depois que arrumaram as malas e tudo o que precisavam levar, o porta-malas ficou completamente cheio.

— Tati, a gente volta no quarto dia do feriado. Nesses dois dias, cuida de você também.

Mônica falou com carinho.

— Pode deixar, mãe. Vou me cuidar.

Tatiane se despediu deles.

— Cris, dirige com cuidado.

— Vou dirigir, sim. Você também se cuida. Qualquer coisa, me liga.

— Tá bom.

Depois de vê-los partir, Tatiane voltou para dentro de casa. Pouco depois, ligou para Bia.

— Mamãe.

A voz da menina veio sonolenta, com aquele jeito de quem tinha acabado de acordar.

— Minha princesa já acordou?

— Uhum. O papai está me ajudando a trocar de roupa. Mamãe, por que você não voltou para casa ontem à noite?

— A mamãe estava um pouco cansada, então ficou descansando em casa. — Tatiane explicou com paciência. — Daqui a pouco a gente se encontra na casa do bisa Alexandre.

— Tá bom.

Tatiane conversou mais um pouco com Bia. Quando estava prestes a desligar, a menina disse de repente:

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