— Amanhã de manhã vamos passar na casa dos Carvalho para cumprimentar o senhor Marcelo pelo Ano-Novo. À tarde, vou levar a Bia ao parque de diversões. Assim, não preciso dar a volta para buscar você tão cedo. — Disse Henrique.
— Amanhã cedo eu vou direto para a casa dos Carvalho. Já está tarde, e não quero me cansar mais hoje. — Respondeu Tatiane.
Henrique não insistiu.
— Tudo bem. Então descanse.
Depois disso, foi embora.
Naquela noite, Tatiane só terminou de assistir aos vídeos de Bia muito tarde. Ao longo daqueles cinco anos, a menina realmente havia sido criada como uma princesinha, cercada de cuidado, carinho e proteção.
E era exatamente isso que Tatiane mais queria: que a filha pudesse crescer assim, leve, segura, sem precisar carregar preocupações que não eram dela.
Naquela mesma noite, porém, teve um pesadelo.
Sonhou com Bia chorando desesperada, chamando por ela. Henrique segurava a menina no colo e a olhava com frieza. Tatiane queria se aproximar, queria abraçar a filha, tocá-la, mas, por mais que tentasse, não conseguia alcançá-la. Então, diante de seus olhos, Henrique se virou com Bia nos braços e foi embora.
Tatiane acordou assustada.
A dor no peito continuava ali, apertada e nítida, como se o sonho ainda não tivesse acabado. Demorou muito para voltar a si. Ficou deitada, imóvel, sem conseguir dormir de novo.
Quando se levantou no dia seguinte, seus olhos estavam inchados. Depois de lavar o rosto e se arrumar, passou uma pomada para aliviar o inchaço e fez uma maquiagem leve, só para disfarçar o ar abatido.
Naquele dia, Mônica voltaria por alguns dias para a casa da própria família. Cristiano levaria Marcos e Mônica de carro, e os dois ficariam lá por dois dias.
Como a viagem era longa, precisavam sair às sete da manhã para chegar a tempo do almoço.
Mônica sabia que Tatiane provavelmente passaria o dia com Bia. Por isso, no dia anterior, nem havia pedido que ela fosse junto.
Depois que arrumaram as malas e tudo o que precisavam levar, o porta-malas ficou completamente cheio.
— Tati, a gente volta no quarto dia do feriado. Nesses dois dias, cuida de você também.
Mônica falou com carinho.
— Pode deixar, mãe. Vou me cuidar.
Tatiane se despediu deles.
— Cris, dirige com cuidado.
— Vou dirigir, sim. Você também se cuida. Qualquer coisa, me liga.
— Tá bom.
Depois de vê-los partir, Tatiane voltou para dentro de casa. Pouco depois, ligou para Bia.
— Mamãe.
A voz da menina veio sonolenta, com aquele jeito de quem tinha acabado de acordar.
— Minha princesa já acordou?
— Uhum. O papai está me ajudando a trocar de roupa. Mamãe, por que você não voltou para casa ontem à noite?
— A mamãe estava um pouco cansada, então ficou descansando em casa. — Tatiane explicou com paciência. — Daqui a pouco a gente se encontra na casa do bisa Alexandre.
— Tá bom.
Tatiane conversou mais um pouco com Bia. Quando estava prestes a desligar, a menina disse de repente:
— Fiquei vendo umas coisas até tarde. — Respondeu Tatiane.
— Coisas tão interessantes assim?
— Mesmo que eu contasse, você não ia se interessar.
— Como você sabe, se nem contou?
Tatiane então mencionou um documentário que havia assistido antes.
Roberto sorriu.
— Depois de trabalhar tanto o ano inteiro, você ainda não decidiu para onde vai viajar?
— Ainda não. Eu até pensei em chamar o Cris, mas, se ele tiver algum tempo livre agora, provavelmente a Noemi já ocupou tudo. Sério, me diz uma coisa: seu irmão não está trocando os amigos por mulher?
Ao ouvir aquela reclamação, Tatiane não conteve um sorriso. Seus olhos também se suavizaram, ganhando um brilho delicado.
Uma brisa passou e levantou de leve os fios de cabelo junto ao rosto dela. A luz da manhã caía sobre sua face, deixando-a ainda mais serena.
Roberto a observou com ternura.
Mas, no fundo daquele olhar gentil, havia uma amargura silenciosa, daquelas que ninguém conseguia tocar.
Mesmo sabendo que a esperança era pequena, enquanto nada tivesse chegado de fato ao fim, como poderia simplesmente desistir?
Nesse momento, um Rolls-Royce parou devagar diante da casa.
A porta se abriu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Autora, agora você acertou em cheio. Essa declaração de Henrique foi demais. Ele sabe que ela recuperou a memória, ele não pede perdão, ele assume o erro, ele promete compensar pelo resto da vida, ele não exige que ela acredite, ele espera que ela acredite. É outro homem, kkkk. Esse homem também é muito carente, precisava deixar o filho com fome, mamando todo o leitinho da mãe? Kkkkk....
A história ta chata,Henrique um imbecil, canalha desde o início, Tatiane sem nenhuma atitude de verdade....
Eu pulei do capítulo 1122 para o capítulo 1146 e, ACREDITEM....., não senti nenhuma diferença....
Entre os parágrafos: OS DOIS SE VIRARAM...e ANDRÉ DEMONSTROU SURPRESA.; tem mais 5 parágrafos sim bastante coisa. Aqui a gente paga e não recebe toda a história. Acompanho no app GOOD NOVEL e vejo que falta muito texto aqui....
Esse livro era otimo ate o capitulo 700 mas agora esta simplesmente um porre.... sem falar q atualiza a prestação. Ja gastei tanto tempo e dinheiro, so por isso continuo... se naoz queria nem ler essa porcaria mais....
Um capítulo por dia!!!! Não é possível, a história já está se arrastando faz tempo, nenhuma tomada de decisão e agora um capítulo por dia! Acho que a autora quer que os leitores abandonem o livro....
Agora vai um capítulo por dia? Então muda lá na capa onde diz "7 capítulos por dia"....
Tá tedioso! Estou pulando capítulos. Devia encerrar logo....
Alguem aqui que possa fazer a autora desse livro entender que ja esta INSUPORTÁVEL a leitura??? E que acredito q ninguem aguenta mais tanta chatuce q nao chega a lugar NENHUM???? Henrique um executivo imponente ate lguns capitulos atras, agora parece um adolescente de 15 anos atras dessa CHATA da Tatiane?????...
Esse livro NAO ACABA NUNCA???? JA ESTA MUITO CHATO e eu nao posso parar de ler pq ja gastei muito tempo e dinheiro....Que chatice!!!! Pelo mor de Deus, da um tom de romance entre Henrique e Tatiane. Que por sinal, ela está muito irritante isso sim......