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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 651

Tatiane manteve os olhos fixos à frente e não respondeu à pergunta de Felipe.

Ele virou o rosto para observá-la por um instante, mas não insistiu.

Tatiane desceu no cruzamento logo adiante. Em seguida, chamou um táxi e foi embora.

Felipe continuou dirigindo atrás do táxi até vê-lo parar diante do hotel. Tatiane desceu e caminhou em direção ao saguão.

Assim que entrou, deu de cara com Henrique, que saía naquele momento.

Ao vê-la, Henrique avançou alguns passos em sua direção.

Tatiane, porém, passou direto por ele, sem sequer lhe dirigir o olhar.

Henrique estendeu a mão e segurou seu braço.

Tatiane se desvencilhou com força. Sua voz saiu fria, carregada de advertência.

— Não encoste em mim.

Henrique baixou os olhos e encontrou o olhar dela, tomado por uma fúria intensa.

Tatiane não lhe deu nem mais um segundo. Virou-se de lado e saiu a passos largos.

Henrique permaneceu parado no mesmo lugar, os olhos presos à silhueta dela, até Tatiane desaparecer completamente de sua vista.

Ainda ficou ali por alguns instantes.

Quando finalmente se virou para ir embora, viu um carro conhecido estacionado não muito longe.

Ele caminhou até lá com passos firmes, abriu a porta do banco do passageiro, entrou no carro e perguntou:

— Aonde ela foi hoje?

— Passei pela Avenida das Figueiras e vi Tatiane com Wesley. Não sei o que ele disse a ela. — Respondeu Felipe.

Ao ouvir aquilo, Henrique franziu a testa.

Felipe virou o rosto para encará-lo.

— Mas, com certeza, foi alguma coisa sobre você.

No escritório da filial da Alvorada Investimentos, Leandro estava em sua sala, concentrado em responder alguns e-mails, quando o telefone interno tocou.

— Senhor Leandro, há um senhor chamado Wesley querendo falar com o senhor.

Ao ouvir aquele nome, o semblante de Leandro se fechou.

— Diga uma coisa, senhor Leandro. Que sentido há em ficar ao lado de Evelynn desse jeito, em silêncio, como um protetor sem nome e sem lugar? Além de comover a si mesmo, isso serve para quê?

Leandro o encarou sem dizer nada.

Wesley continuou, com a mesma voz tranquila e provocadora:

— Isso não combina nem um pouco com o seu jeito de agir. Claro, eu sei que o senhor sempre foi reservado, senhor Leandro, quase indiferente a esse tipo de coisa. Provavelmente também não tem muita experiência quando o assunto envolve sentimentos entre um homem e uma mulher. Mas há momentos em que é preciso disputar aquilo que se quer. Esperar em silêncio não leva ninguém a lugar nenhum.

Leandro o encarava com um olhar sombrio.

Ao notar a expressão impassível dele, Wesley soltou outra risada baixa.

— É claro que eu também entendo. Evelynn ainda é uma mulher casada. O senhor tem seus princípios, não quer se tornar o terceiro nessa história, muito menos manchar a reputação dela. Só que, quando alguém se prende demais a princípios, o resultado é exatamente este: o senhor não consegue ficar com a mulher que ama, e Evelynn também não é feliz ao lado de Henrique. Então, para que impor a si mesmo um padrão moral tão alto? Essas regras existem para limitar gente comum. O senhor é diferente.

Leandro recostou-se na cadeira. Seu olhar frio e pesado pousou sobre Wesley.

— Não venha tentar me ensinar a agir com esses seus métodos baixos. Você é desprezível demais até para estar na minha frente. Acha que eu não sei o que está tentando fazer? Eu e você jamais estaremos do mesmo lado.

O sorriso no canto dos lábios de Wesley foi desaparecendo aos poucos.

De repente, ele soltou uma risada.

— É verdade. Afinal, o senhor é um homem refinado, preparado desde sempre para ocupar posições altas. Eu realmente não posso me comparar ao senhor. Mas o fato de não estarmos do mesmo lado não significa que não possa existir uma oportunidade de cooperação.

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