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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 711

Naquela noite, Tatiane mal conseguiu dormir.

Quando acordou na manhã seguinte, estava com a cabeça pesada e os pensamentos embaralhados. Levou a mão à testa e percebeu que estava com febre.

Ainda assim, obrigou-se a sair da cama e começou a se arrumar. O corpo parecia não ter força alguma. Apoiada com as duas mãos na bancada do banheiro, encarou o próprio reflexo no espelho. Estava abatida, com a pele pálida e os olhos cansados.

Depois de respirar fundo por alguns instantes, lavou o rosto às pressas, tentando despertar.

Ao sair do quarto, encontrou Henrique parado diante da porta.

Bastou olhar para ela para perceber que alguma coisa estava errada.

— Você está bem?

Tatiane não respondeu. Passou por ele em silêncio e seguiu pelo corredor.

Seus passos, porém, eram vacilantes. Mal havia percorrido alguns metros quando perdeu o equilíbrio e precisou se apoiar na parede para não cair.

Antes que conseguisse se firmar, Henrique a tomou nos braços.

O susto a deixou um pouco mais alerta. Tatiane ergueu os olhos para ele.

— Você...

Não tinha forças nem sequer para protestar.

Henrique a levou de volta ao quarto e a deitou na cama. Em seguida, tocou a testa dela por alguns segundos.

— Se está doente, pare de fingir que está bem.

Assim que tornou a se deitar, Tatiane sentiu o pouco de energia que ainda lhe restava desaparecer.

Henrique a observou por alguns instantes antes de chamar o médico da família.

Assim que soube que a mãe estava doente, Bia correu para o quarto.

— Mamãe.

Tatiane olhou para a filha e tentou tranquilizá-la.

— A mamãe está bem. Não precisa se preocupar.

Sua voz, no entanto, saiu quase sem força.

O médico mediu sua temperatura: 39,2 °C. A febre estava alta.

Depois de medicá-la e tomar as providências necessárias para baixar a temperatura, ele se dirigiu a Henrique.

— Senhor Henrique, vamos acompanhar a evolução dela pelas próximas duas horas. Se a febre não baixar, será preciso levá-la ao hospital. Vou permanecer aqui para observar o estado dela.

Bia logo decidiu:

Quando chegou a hora de medir a temperatura novamente, ele se levantou e caminhou até a cama.

Foi então que um celular começou a vibrar dentro da bolsa dela.

Henrique abriu a bolsa, pegou o aparelho e conferiu o nome na tela. Depois, saiu do quarto para atender.

— Alô.

Leandro hesitou ao reconhecer a voz de Henrique, mas logo perguntou com naturalidade:

— Onde está a Tati?

— Ela está doente e com febre. Não poderá trabalhar hoje.

Leandro disse que havia entendido e já se preparava para encerrar a ligação quando Henrique perguntou:

— O que você pretende conseguir mandando Tatiane para Santa Vitória?

Do outro lado da linha, Leandro se calou.

Alguns segundos depois, respondeu:

— Henrique, se você realmente precisa da Tati, seja honesto consigo mesmo e encare o que sente. Pare de impor suas decisões e de mantê-la presa nesse conflito. Você só está fazendo com que ela sofra cada vez mais. Se continuar assim, a família que deu à Bia será destruída pelas suas próprias mãos.

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