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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 727

A porta da sala privativa se abriu, e as pessoas que estavam do lado de fora entraram.

Wesley vinha à frente, com as mãos nos bolsos e o ar despreocupado. Dois seguranças o acompanhavam, mas não estavam ali para protegê-lo. Tinham recebido ordens de levá-lo até Henrique.

Ele se acomodou no sofá em frente, pegou a garrafa e serviu uma taça de vinho.

— Não precisava organizar toda essa operação só para me trazer aqui.

Henrique o encarou com uma frieza absoluta e perguntou em voz baixa:

— Até quando pretende guardar aquelas fotos?

Wesley sustentou o olhar severo de Henrique e esboçou um sorriso.

— Vendo você assim, Rick, eu até fico confuso. Afinal, você se importa ou não?

Henrique permaneceu em silêncio e lançou um olhar aos seguranças atrás de Wesley.

Um deles entendeu a ordem e avançou.

Wesley ergueu a mão, impedindo que se aproximasse.

— Se quer tanto, eu entrego.

Ele pousou a taça, tirou o celular do bolso interno do paletó, desbloqueou o aparelho e o estendeu a Henrique.

Henrique conectou o telefone ao notebook e verificou todas as contas vinculadas ao dispositivo. As fotos já haviam sido apagadas, e não havia qualquer cópia armazenada em outro lugar.

Em seguida, passou o notebook ao homem magro que permanecia de pé ao seu lado. Ele integrava a equipe de tecnologia da NovaCapital e já fora considerado um dos melhores hackers do mundo.

O especialista se sentou em um banco próximo e começou a trabalhar.

Vinte minutos depois, informou:

— Senhor Henrique, não encontrei nenhuma foto da sua esposa.

Henrique voltou a atenção para Wesley.

Ele continuava tranquilo, com um leve sorriso nos lábios.

— Eu não seria idiota a ponto de esperar você vir atrás de mim para só então apagar tudo. Pode ficar tranquilo.

A voz de Henrique saiu baixa e gelada:

— Como conseguiu salvar as fotos que estavam com Leandro?

— Tenho meus truques, é claro.

Wesley soltou um suspiro.

— Na verdade, eu só queria propor um acordo. Mas, se prefere resolver tudo dessa maneira, não há nada que eu possa fazer.

— Wesley, não tente brincar comigo.

Na sala de jantar, Orlissa e a empregada serviram a refeição. Ainda restavam algumas fatias de carne e um pouco da linguiça que Tatiane trouxera naquele dia.

Bia apontou para um dos pratos.

— Papai, coma este aqui.

Henrique provou um pedaço da linguiça.

— Está muito bom.

Então perguntou a Tatiane:

— Onde você comprou?

— Mandaram para mim.

Depois de ficar mais alguns minutos com o pai, Bia se virou para a mãe.

— Mamãe, fique aqui fazendo companhia para o papai enquanto ele janta. Vou para o quarto.

Sem dar tempo para Tatiane responder, a menina segurou a mão de Orlissa.

— Tia Orlissa, venha me dar banho.

Bia saiu com ela, deixando Tatiane e Henrique sozinhos na sala de jantar.

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