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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 728

O ambiente permanecia mergulhado em silêncio.

Tatiane continuou sentada por alguns instantes. Depois, levantou-se devagar.

— Você...

Mal teve tempo de continuar quando Henrique perguntou:

— O que achou do almoço de hoje?

Ela interrompeu o movimento e respondeu, procurando manter a naturalidade:

— Estava bom.

— E a costela bovina da Nova Zelândia? Estava macia?

O tom dele era tão sereno que parecia se tratar apenas de uma pergunta casual sobre a comida. Mesmo assim, Tatiane teve a impressão de que havia alguma intenção escondida por trás daquelas palavras. Como não conseguia adivinhar aonde ele queria chegar, respondeu com a mesma tranquilidade:

— Sim. A carne estava bem macia.

Assim que terminou de falar, Henrique soltou uma risada baixa, difícil de interpretar. A ironia em seu olhar, porém, não passou despercebida.

Tatiane sustentou o olhar dele, mas sentiu o peito se apertar.

— Esse prato não fazia parte do almoço de hoje.

Os dedos dela se contraíram discretamente. Tatiane baixou os olhos, respirou fundo e só então explicou:

— Hoje comi uma linguiça que outra pessoa mandou. Depois disso, fiquei sem fome e não consegui comer o almoço que você enviou.

— Pelo visto, essa linguiça chamou muito mais a sua atenção.

Henrique pegou os hashis e levou outro pedaço de carne à boca, como se tivesse feito apenas um comentário qualquer.

Tatiane permaneceu em silêncio.

— Se não comeu, bastava dizer. Por que precisou mentir?

A pergunta a deixou ainda mais sem saber como se justificar. Depois de alguns instantes, respondeu:

— Não tive a intenção de mentir. Você perguntou se estava bom, e eu não queria simplesmente dizer que nem sequer tinha provado.

Henrique falou no mesmo tom indecifrável:

— Você realmente sabe levar os sentimentos dos outros em consideração.

A observação deixou Tatiane incomodada. Havia algo na maneira como ele dizia aquilo que lhe causava um gosto amargo.

— Foi apenas uma resposta educada. Qualquer pessoa faria o mesmo numa situação dessas.

Henrique soltou outra risada baixa, mas não prolongou o assunto.

Tatiane se levantou de vez.

— Continue comendo com calma.

Henrique não disse nada e tampouco tentou impedi-la.

Pouco depois que Tatiane saiu da sala de jantar, o celular dele vibrou. Henrique olhou para a tela e atendeu à chamada.

Henrique guardou o celular, levantou-se e saiu da sala de jantar. Nesse momento, o aparelho vibrou outra vez.

Era uma nova mensagem de Felipe:

[Tati vai para Santa Vitória. Não tente impedi-la.]

Henrique parou para ler e respondeu:

[Por quê? Está planejando se encontrar com ela ou quer mantê-la em Santa Vitória para que nunca mais volte?]

Felipe: [É claro que vou protegê-la.]

Henrique: [Até agora, não fiz nada contra ela.]

Felipe: [Seja como for, não quero você como meu cunhado.]

Henrique: [Mas você ainda nem contou a ela que é irmão dela.]

Felipe leu a mensagem, mas, mais uma vez, decidiu não responder.

Henrique também não insistiu.

Em vez de subir, foi até a sala, sentou-se no sofá e ficou assistindo à televisão.

Depois de colocar Bia para dormir, Tatiane desceu.

Assim que a viu, Henrique voltou o olhar para ela e perguntou:

— Bia dormiu?

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