Aqueles sintomas não pareciam consequência de um choque recente. Estavam mais próximos de uma recaída.
Henrique observava a imagem na tela.
Depois que a borboleta voou de sua mão, Tatiane apoiou o corpo com dificuldade e se sentou devagar. Afastou a coberta e ficou na beira da cama.
Os cabelos longos e desalinhados caíam soltos sobre os ombros. A brisa levantava algumas mechas de leve. Sentada ali, quieta, com a camisola branca no corpo, ela parecia frágil a ponto de se quebrar.
Depois de um bom tempo, Tatiane se levantou e caminhou em direção à janela.
Não deu nem dois passos. As pernas falharam, e ela caiu no chão.
Por sorte, todo o piso estava coberto por um tapete macio de lã.
O médico olhou para a tela de monitoramento e disse:
— A recuperação física ainda vai levar algum tempo. Os sintomas devem melhorar aos poucos.
Henrique se levantou e saiu da sala de monitoramento. O médico o acompanhou.
Tatiane estava sentada sobre o tapete, com as mãos apoiadas no chão, tentando se erguer.
Nesse momento, a porta do quarto se abriu.
Ela virou a cabeça e viu o homem entrando. Ao reconhecê-lo, ficou atordoada por um instante, mas não reagiu de forma exaltada. Apenas o observou em silêncio.
Henrique foi até ela, inclinou-se e a tomou nos braços.
Depois levou Tatiane até a varanda e a acomodou em uma poltrona de vime.
O sol morno caía sobre seu corpo, trazendo um calor agradável. No jardim, grandes canteiros se espalhavam cobertos de flores. Mais adiante, o lago azul se estendia em silêncio, cercado por uma ampla área verde. Cisnes deslizavam pela água.
Tudo ali era tranquilo e bonito, quase irreal.
Tatiane já sabia onde estava.
Nesse momento, a empregada trouxe a refeição e colocou os pratos, um a um, sobre a mesa.
— Você precisa comer alguma coisa. — Disse Henrique.
Tatiane estava mesmo com fome. Queria comer.
Ela estendeu a mão, pegou a colher e tentou tomar um pouco de mingau. Mas, assim que a colher chegou aos seus dedos, ouviu-se um som metálico.
A colher caiu no chão.
A empregada se abaixou para pegá-la e disse a Henrique:
— Vou trocar por outra agora mesmo.
Depois se virou e saiu depressa.
Tatiane tentou pegar o garfo, mas uma mão grande se adiantou e o pegou antes dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....