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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 800

Henrique subiu as escadas e parou diante do quarto de Tatiane. Bateu à porta, mas ninguém respondeu.

Ele segurou a maçaneta e entrou.

A luz estava acesa. Tatiane permanecia deitada na cama.

Henrique caminhou até ela e se sentou à beira do colchão. Ao vê-la de lado, a testa contraída e o rosto pálido, seu semblante endureceu de imediato.

Ele estendeu os braços para erguê-la.

Tatiane abriu os olhos de repente e encarou o homem que surgira diante dela sem aviso. Então o empurrou.

— O que você veio fazer aqui?

Mesmo sentindo a resistência dela, Henrique a tomou nos braços e a colocou sobre suas pernas. Baixou os olhos para ela, ergueu a mão devagar e passou o polegar pelo canto úmido de seus olhos.

— Onde você está se sentindo mal?

Tatiane desviou o olhar e virou o rosto, tentando sair do colo dele. Mas Henrique a mantinha presa, sem a menor intenção de soltá-la.

A voz dele se abrandou.

— O que aconteceu?

Tatiane soltou uma respiração pesada.

— Henrique, vamos nos divorciar.

Henrique encarou a mulher em seus braços. Em seguida, segurou seu queixo entre os dedos e fez um pouco de força.

Tatiane foi obrigada a erguer os olhos. Encontrou aquele olhar escuro, profundo, afiado o bastante para atravessar qualquer defesa.

— Por que voltou a falar nisso de repente? Aconteceu alguma coisa? — Perguntou ele.

Tatiane virou o rosto para o lado e se recusou a responder.

Sua respiração estava pesada demais. O peito subia e descia num ritmo mais rápido que o normal, e todo o seu corpo parecia tomado por uma fadiga sem saída.

Henrique baixou a mão e a abraçou.

Tatiane permaneceu quieta, recostada contra o peito dele.

Do lado de fora, Mônica e Marcos estavam parados diante da porta.

Marcos estendeu a mão para abrir e entrar, mas Mônica o impediu.

— Espera mais um pouco.

Marcos recolheu a mão. Seu rosto estava péssimo, e ele começou a andar de um lado para o outro no corredor.

Dentro do quarto, o silêncio pesava.

Henrique continuou abraçando Tatiane.

Do lado de fora, Pedro esperava aflito. De tempos em tempos, levantava o pulso para conferir o relógio. Acabara de atender outra ligação e, assim que desligou e viu Henrique sair, apressou-se para abrir a porta traseira do carro.

Henrique se inclinou e entrou.

Pedro assumiu o volante, ligou o carro e saiu.

Então ouviu Henrique ordenar:

— Descubra o que aconteceu com a Vértice.

Pedro ficou surpreso por um instante. Conseguia sentir que o humor de Henrique não estava bom e não ousou perguntar mais nada. Apenas respondeu com respeito:

— Sim, senhor.

Era impossível negar: Tatiane realmente tinha seus meios. Bastou adoecer uma vez para fazer o Sr. Henrique se importar ainda mais com ela.

No quarto de Tatiane.

Mônica estava sentada à beira da cama, olhando para a filha. Com a mão pousada sobre o edredom, chamou em voz baixa:

— Tati.

Tatiane permaneceu deitada, sem se mexer. Sua voz saiu abafada debaixo da coberta:

— Mãe, eu estou bem. Só quero descansar um pouco. A senhora pode sair primeiro?

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