Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 816

Perto das onze da noite, Henrique terminou o que precisava fazer e voltou para o quarto.

Tatiane ainda não tinha dormido. Como se não tivesse ouvido nenhum movimento, continuava virando as páginas do livro em suas mãos.

Henrique se aproximou, sentou-se à beira da cama e tirou o livro dela.

Só então Tatiane levantou os olhos para o homem à sua frente.

— Tão tarde e ainda acordada. Estava me esperando?

— Você se acha demais.

Henrique soltou uma risada baixa. Em seguida, segurou a mão de Tatiane, e a voz dele ganhou um tom mais rouco.

— Se não consegue dormir, a gente pode fazer outra coisa.

Tatiane puxou a mão de volta e se preparou para deitar. Antes que conseguisse, porém, Henrique levantou de uma vez o cobertor que a cobria.

Tatiane se assustou.

No segundo seguinte, ele a pegou no colo.

Com os olhos arregalados, ela encarou o homem e perguntou em voz baixa:

— Henrique, o que você está fazendo?

Henrique a levou em direção à porta.

— Não vou atrapalhar o sono da Bia.

Bia continuava deitada na cama, dormindo profundamente.

Henrique levou Tatiane para o quarto ao lado.

— Henrique... Hum!

A força dele a fez afundar contra a cama. A voz baixa, rouca, soou perto do ouvido dela, carregada de uma sedução perigosa.

— Relaxa. Não precisa ter medo. Eu vou devagar.

Para que ela não sentisse medo nem resistência, Henrique teve uma paciência quase extrema. Seus movimentos foram contidos, atentos, sempre guiados pelas reações dela, dando tempo para que seu corpo se acostumasse.

Afinal, aquilo não era algo que se resolvia em uma única vez.

Uma hora depois, Henrique carregou Tatiane, já sem forças, de volta ao quarto e a colocou para dormir ao lado de Bia.

No dia seguinte.

Quando Tatiane abriu os olhos, ainda meio sonolenta, viu Bia encolhidinha em seus braços, quieta, com aqueles olhos grandes e brilhantes fixos nela sem piscar.

Assim que percebeu que a mãe tinha acordado, Bia se aproximou e deu um beijo estalado em seu rosto.

Henrique curvou de leve os lábios. Com os traços bonitos e tranquilos, parecia revigorado por inteiro, como se tivesse acordado de excelente humor.

— Levanta e se arruma primeiro. Até o lugar do acampamento dá mais ou menos uma hora. O tempo está bom hoje, então é melhor a gente sair cedo.

Depois disso, levou Bia para lavar o rosto e se arrumar.

Após o café da manhã, Henrique dirigiu levando Tatiane e Bia para fora.

O tempo permaneceu bom durante todo o fim de semana. Henrique passou os dois dias com elas ao ar livre. Na maior parte do tempo, era ele quem brincava com Bia, enquanto Tatiane ficava sentada ao lado, observando pai e filha.

O noivado de Wesley e Karine estava cada vez mais próximo.

Praticamente toda a alta sociedade de Nova Aurora havia recebido convite. Nos telões publicitários das principais praças da cidade, também apareciam notícias sobre o evento, que logo entrou para os assuntos mais comentados da região.

Wesley não economizara em nada.

Todas as flores da cidade tinham sido reservadas para a decoração da festa. As joias do noivado, o anel de diamante e o vestido de Karine haviam sido criados por uma equipe internacional de estilistas renomados. A cerimônia seria realizada em uma mansão avaliada em quinhentos milhões. Cada lembrança entregue aos convidados custaria cem mil.

Cada detalhe divulgado parecia ter um único objetivo: fazer todo mundo saber o quanto aquele noivado seria grandioso, o quanto Wesley mimava Karine, o quanto levava a sério o futuro dos dois.

E, acima de tudo, mostrar ao mundo como Karine era feliz, adorada e amada de um jeito capaz de provocar inveja.

O espetáculo era enorme.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora