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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 840

Patrícia não comentou muito sobre o que Noemi dissera.

— Estou indo para aí. À noite, a gente janta juntas.

— Está bem.

Depois de desligar, Noemi foi procurar Tatiane e as crianças.

À noite, elas jantaram em um restaurante com jardim, nos arredores da cidade. Durante a refeição, Patrícia acompanhou Tatiane em algumas taças. Tati acabou bebendo um pouco além da conta e, no fim, já estava meio tonta.

Depois que Ceci e Bia terminaram de comer, Noemi levou as duas para o pátio, onde havia um tanque para as crianças brincarem de pescar peixinhos.

Dentro do restaurante, Tatiane ainda queria se servir de mais uma taça.

— Já chega, Tati. Melhor beber menos um pouco.

Patrícia tirou a garrafa da mão dela.

A voz de Tatiane já vinha pesada pelo álcool.

— Só mais uma.

Patrícia a observou com preocupação. Deixou a garrafa de lado, sem servir mais, e segurou a mão dela com força. No fim, não conseguiu mais se conter.

— Tati, se estiver doendo, você pode falar com a gente. A gente vai estar sempre do seu lado.

Tatiane retirou a mão devagar. Parecia sem forças. Recostou-se na cadeira, levou os dedos à testa e fechou os olhos por um instante.

— Eu também não sei o que dizer.

Só sentia que sua vida inteira era absurda demais. Ridícula demais.

Patrícia falou com sinceridade:

— Você ainda tem família que ama você. Tem amigos. Você não está sozinha. Não importa como foi antes. O que importa é daqui para frente. Aos poucos, tudo vai melhorar. Todos nós queremos ver você feliz.

Tatiane esboçou um sorriso. A bebida deixava seus olhos um pouco enevoados quando ela olhou para Patrícia.

— Eu sei. Vocês também não precisam se preocupar comigo. Eu só... Também preciso de tempo.

Patrícia soltou sua mão.

— Tá bom.

O céu escureceu aos poucos.

O grupo se preparou para voltar à cidade. Mas, ao saírem do restaurante, viram um homem alto caminhando pelo pátio, sob a luz dos postes.

Henrique encostou o carro à beira da estrada, pegou uma manta e a cobriu com cuidado.

Bia estava sentadinha no banco de trás, comportada, brincando no tablet. Ao perceber que a mãe não reagia, inclinou-se com cuidado para a frente e perguntou baixinho:

— A mamãe dormiu?

— Dormiu. — Respondeu Henrique. — A Bia também pode dormir um pouco.

— Então, papai, hoje a gente volta para casa, tá bom? — Disse Bia.

— Tá bom, amor. — Respondeu Henrique.

Quando Tatiane acordou de novo, o carro acabava de parar na garagem subterrânea do Residencial Aurora.

Henrique já abria a porta do banco do passageiro. Ao vê-la despertar, disse:

— Acordou?

Tatiane abriu os olhos e olhou para o homem à sua frente. Ainda havia cansaço em seu olhar.

Henrique recolheu a manta que a cobria e disse:

— Hoje você precisa descansar cedo. Vem, desce com cuidado.

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