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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 855

No fim de semana seguinte, Tatiane se arrumou para sair.

Assim que abriu a porta, encontrou Felipe encostado na parede, esperando sabe-se lá havia quanto tempo.

Ao vê-la, ele sorriu e ergueu a mão em cumprimento.

— Bom dia, maninha.

Aquele jeito de chamá-la fez Tatiane franzir a testa sem perceber.

Felipe, porém, agiu como se não tivesse notado.

— Vamos. Se sairmos agora, chegamos no horário.

Tatiane o encarou por um instante, depois desviou o olhar e não disse nada.

Entrou no carro dele.

A festa de casamento seria em um espaço ecológico nos arredores da cidade, a cerca de uma hora dali. Os dois já haviam preparado o presente em dinheiro, então não precisavam levar mais nada.

Durante o caminho, Tatiane ficou olhando pela janela.

Felipe puxava assunto de vez em quando. Mesmo com Tatiane mantendo aquela distância fria, ele parecia não se importar nem um pouco e continuava falando com uma disposição quase inesgotável.

No meio do trajeto, Tatiane recebeu uma ligação de Patrícia.

— Tati, hoje é fim de semana. Vai passear em algum lugar?

— Vou a um casamento. É de um parente distante, neto de uma tia-avó minha. — Respondeu Tatiane.

— Você vai sozinha?

Tatiane fez uma pequena pausa.

— Tem mais uma pessoa comigo.

Patrícia percebeu alguma coisa na mesma hora e baixou um pouco a voz.

— Então vocês estão juntos agora?

Tatiane murmurou um sim.

Patrícia não insistiu.

— Ah, é verdade. Na quarta-feira, eu e o Leandro vamos para aí. Ele vai fazer uma inspeção de trabalho, e eu vou principalmente para ficar com você, para você não se sentir tão sozinha.

Tatiane sorriu.

— Está bem.

— Quando é que vamos a Nova Aurora beber no casamento de vocês? Hahaha!

Embora houvesse laços de parentesco, para Tatiane aquelas pessoas eram praticamente desconhecidas. Ela não gostava daquela intimidade exagerada vinda de gente com quem mal convivia.

Felipe respondeu às perguntas dos parentes com educação e compostura.

Também percebeu o desconforto dela.

Depois que os dois entregaram uma quantia generosa como presente, Felipe inventou uma desculpa e levou Tatiane para longe dali. Ainda faltava um tempo até a refeição começar, então ele a acompanhou em uma volta pelo espaço.

Quando eles se afastaram, uma das madrinhas, irmã mais nova da noiva, continuou olhando para Felipe. Segurou o braço da irmã com pressa, o rosto corado de empolgação.

— Mana, mais tarde você pode pedir para alguém me apresentar a ele?

A noiva olhou para a irmã.

— Depois eu pergunto.

Felipe e Tatiane caminharam pelos arredores. Naquele dia, havia mais de uma festa acontecendo ali.

— Faz tempo que eu não venho a um casamento assim. É bem animado.

Não era uma cerimônia luxuosa, daquelas alianças entre famílias ricas em que se gastava uma fortuna. Aquele casamento simples, comum, tinha uma vida mais real, um calor humano diferente.

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