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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 861

No fim das contas, as pessoas realmente admiráveis eram justamente as que mais sabiam respeitar os outros. Em compensação, quem não tinha nada de especial costumava carregar uma arrogância e uma ignorância difíceis de engolir. Diante disso, só restava sentir inveja. Inveja, e nada mais.

Perto do horário combinado, Tatiane e Leandro voltaram para o hotel.

Tatiane estava acabada.

Depois de tomar banho e se arrumar para dormir, deitou-se na cama com o corpo pesado de cansaço. Antes de apagar de vez, pegou o celular para conferir as mensagens.

De manhã, tinha conversado um pouco com Bia e contado que sairia para passear naquele dia. Empolgada, a menina pediu que ela mandasse fotos da paisagem.

Tatiane enviou ao grupo os vídeos das apresentações que havia gravado, além de algumas fotos do passeio.

Àquela hora, Bia provavelmente já estava dormindo.

Ela deixou o celular de lado e estava quase pegando no sono quando Henrique ligou.

Tatiane atendeu.

— Alô.

— Você saiu com alguém hoje? — Perguntou Henrique.

Tatiane não tinha nada a esconder e respondeu com naturalidade:

— Com o Leandro.

— Só vocês dois?

A voz dele não revelava muita coisa.

Tatiane confirmou em voz baixa.

— A Patrícia não estava se sentindo bem.

— Você ainda não voltou para casa? — Perguntou Henrique.

— Hoje vou dormir no hotel. Volto amanhã à noite.

— Quanto tempo o Leandro vai ficar em Santa Vitória?

— Não sei. Depende da agenda de trabalho dele.

Assim que ela terminou de falar, a ligação caiu em silêncio.

Tatiane ficou alguns segundos com o celular junto ao ouvido. Como não ouviu mais nada do outro lado, disse:

— Se não tiver mais nada, vou desligar. Preciso descansar.

— Tudo bem. Durma cedo.

A chamada foi encerrada.

Tatiane abaixou o celular, encarou a tela por um instante e colocou o aparelho sobre o criado-mudo. Depois apagou a luz e se deitou.

Talvez por estar exausta demais, adormeceu rápido, algo raro para ela.

Do outro lado, Henrique estava parado diante da janela panorâmica, olhando os prédios altos lá fora. Suas feições bonitas permaneciam frias, tomadas por uma tensão silenciosa.

— Subir montanha ajuda a dormir.

— Então quer ir de novo hoje?

Tatiane recusou na hora:

— Melhor não.

Leandro riu.

Os dois passaram o dia fora e, por volta das quatro da tarde, pegaram o caminho de volta para a cidade.

Durante o trajeto, Tatiane se recostou no banco do carro e acabou adormecendo.

Felipe ligou para Leandro.

— Já estão voltando?

— Sim. Estamos no caminho.

— Certo. Então vamos jantar juntos quando vocês chegarem.

— Tudo bem.

Depois de desligar, Felipe soltou um longo suspiro.

Na véspera, ele havia conversado com Henrique sobre alguns assuntos importantes. Mas, depois que Henrique soube que Tatiane e Leandro tinham saído sozinhos, não entrou mais em contato com ele.

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