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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 889

Henrique enviou outra mensagem:

[Se alguma coisa estiver incomodando você, pode me dizer diretamente. Os problemas só podem ser resolvidos quando são colocados para fora.]

Tatiane ficou encarando aquelas palavras tão lúcidas e racionais.

Henrique era assim. A razão sempre falava mais alto do que a emoção. E, embora ela não pudesse negar que ele tinha razão, ainda havia dentro dela algo difícil de explicar.

Ela respondeu:

[Não existe nada específico me incomodando. Mas nós praticamente não construímos uma relação afetiva. Não dá para esperar que a intimidade apareça de uma hora para outra.]

Henrique ligou imediatamente.

Tatiane se assustou. Ficou olhando para a tela por alguns segundos antes de atender e levar o celular ao ouvido.

A voz grave dele soou do outro lado da linha:

— Você não sente nada por mim?

Tatiane ficou imóvel ao ouvir a pergunta. Apertou o aparelho entre os dedos e, depois de alguns segundos em silêncio, rebateu:

— O que você acha?

Henrique soltou uma risada baixa.

— Você realmente demora para se entregar. Mas tudo bem. Quando eu voltar, vamos construir isso aos poucos, do jeito certo. E pode deixar que vou descobrir direitinho o que faz você se sentir bem.

A última frase veio carregada de provocação.

Tatiane sentiu o rosto esquentar e apertou ainda mais o celular.

Henrique continuou, como se estivesse falando do assunto mais natural do mundo:

— E à noite, quando vai dormir... Seu corpo sente falta de alguma coisa? Hum?

— Henrique, do que você está falando?

— Isso também faz parte de uma vida a dois harmoniosa. É um assunto que precisamos discutir se quisermos aumentar nossa intimidade. Nós dois somos adultos e, além disso, já aconteceu algumas vezes. Não há motivo para evitar o assunto nem para ficar com vergonha. Eu, pelo menos, estou com muita vontade de você. Só ainda não perguntei o que achou da experiência.

Ao ouvi-lo falar com tamanha calma e naturalidade, Tatiane respirou fundo, tentando se controlar.

Então respondeu em tom indiferente:

— Pelo visto, você tem bastante experiência.

— O importante é que você se sinta bem.

— Vou desligar.

— O que poderia mudar em tão pouco tempo? Você, por outro lado, está com uma aparência ótima. Parece até que a vida anda sorrindo para você.

Cristiano voltou a atenção para a rua, ligou o carro e saiu devagar do aeroporto. Um sorriso discreto surgiu em seus lábios.

— É mesmo? As coisas têm avançado muito bem no trabalho ultimamente.

Tatiane arqueou de leve as sobrancelhas.

— Só no trabalho?

Cristiano lançou um olhar de lado para ela.

— Você não é a conselheira da Noemi? Ainda precisa me perguntar?

Tatiane riu.

— Não sou conselheira de ninguém. Ela faz o que dá vontade, só me avisa antes e depois aparece para contar no que deu.

Desde que Murilo voltara para os Estados Unidos, o relacionamento entre Noemi e Cristiano havia se tornado bastante estável. Pensando bem, tudo entre os dois acontecera de forma tão natural que parecia apenas uma questão de tempo.

A avaliação de Noemi sobre Cristiano era simples:

— Ele é o típico engenheiro. Por fora, parece sério, maduro e certinho, mas, no fundo, é um garotão inocente e romântico. Basta preparar uma surpresa um pouco mais especial que ele já fica todo emocionado. Sinceramente, nunca vi um homem tão fácil de conquistar.

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