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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 898

Estava mais do que claro que Felipe não tivera nenhuma mulher ao seu lado durante todos aqueles anos.

Por mais que ele ainda sustentasse aquela expressão fria, Patrícia não conseguia esconder a satisfação.

Acelerou o passo, se colocou à frente dele e passou a andar de costas, observando o homem que seguia em silêncio. Pela cara fechada, parecia até que ela tinha se aproveitado dele.

— Ficou bravo mesmo? Então eu peço desculpas. Melhorou?

Felipe nem sequer olhou para ela. Continuou com os olhos fixos à frente.

De repente, Patrícia pisou em falso, torceu o pé e perdeu o equilíbrio.

— Ai!

Felipe reagiu por instinto. Segurou-a pelo braço e passou a outra mão pela cintura dela, impedindo a queda.

Patrícia ergueu os olhos para ele.

Ao perceber o divertimento mal disfarçado em seu olhar, Felipe entendeu na mesma hora que tinha caído em uma armadilha. Soltou-a imediatamente e falou com toda a seriedade:

— Eu já disse que não pretendo me casar agora. Não perca seu tempo comigo.

Patrícia ergueu um pouco o queixo.

— E quem disse que eu quero me casar com você? Se isso vai terminar em casamento ou não, ainda depende do seu desempenho.

Felipe passou por ela e continuou andando.

— Paty!

A voz de Roberto veio de longe.

Patrícia parou e olhou em direção ao portão. Roberto estava ali, acompanhado de uma mulher linda e elegante.

Depois de se despedir dele, a mulher entrou no carro e foi embora.

Como Felipe não demonstrou intenção de esperar, Patrícia seguiu na direção de Roberto.

— Beto, quanto tempo. Aquela mulher era sua namorada?

— Não exatamente.

Ele e Nadja apenas mantinham uma relação baseada em interesses em comum e ajuda mútua.

Patrícia pareceu intrigada, mas Roberto mudou de assunto:

— E você e o Felipe...?

Ela não tentou esconder.

— Estou tentando conquistá-lo, é claro.

Roberto se surpreendeu por um instante, mas logo entendeu.

— Então espero que consiga logo, Paty.

— Obrigada. A propósito, vai almoçar na casa da Tati?

— Não. Hoje preciso passar em casa.

— E a moça bonita que está hospedada na sua casa?

— Por enquanto, ela continua morando comigo.

Patrícia não fez mais perguntas.

Felipe permaneceu em silêncio. Seu olhar apenas percorreu as caixas de presente espalhadas pela sala.

Roberto não ficou por muito tempo. Bruna ligou para ele e, depois de se despedir de Tatiane e dos demais, foi embora.

Pouco antes do meio-dia, Cristiano chegou acompanhado de Noemi. Ceci havia ficado em Porto Nobre e não viera com eles.

O almoço já estava pronto. A mesa estava repleta de pratos, e o aroma da comida se espalhava pela casa.

— Podem se sentar!

Mônica os chamou da sala de jantar.

Marcos deu um tapinha no ombro de Felipe.

— Vamos, sente-se. Aproveite para provar a comida da sua tia Mônica.

Felipe assentiu com um sorriso. Havia em seus olhos um calor que ele não sentia havia muitos anos.

Assim que se sentou, Marcos chamou outra vez:

— Paty, venha se sentar aqui.

Patrícia ocupou o lugar ao lado de Felipe.

Tatiane se sentou à esquerda dela e ajudou Bia a se acomodar.

Com o celular da mãe nas mãos, Bia subiu na cadeira e tirou uma foto da mesa.

— Bia, cuidado. Para que está tirando foto?

— Como o papai não pode comer com a gente, vou mandar uma foto para ele.

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