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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 914

Tatiane tomou a iniciativa de tocar no assunto.

— Aproveitando, preciso conversar com você sobre uma coisa. Pretendo voltar ao Brasil amanhã. Surgiu um projeto na empresa que exige minha presença.

Henrique ficou em silêncio por alguns instantes antes de responder:

— Está bem. Volte primeiro. Vou pedir que reservem sua passagem.

Tatiane o observou com atenção, surpresa por ele ter concordado tão facilmente.

Ao notar sua reação, Henrique sorriu de leve.

— Que olhar é esse? Está com medo de que eu mude de ideia?

— Você mesmo sabe que sua credibilidade comigo está bem baixa.

Depois de dizer aquilo, Tatiane se virou.

— Já está na hora de...

Antes que terminasse, Henrique segurou seu pulso.

Com um leve puxão, fez com que ela caísse sobre a cama, diretamente em seus braços.

Tatiane ergueu a cabeça de imediato e encarou o homem atrás dela.

A ponta do nariz dele quase tocava sua testa, e sua respiração quente roçava o rosto dela.

— Então, o que preciso fazer para recuperar minha credibilidade com você?

A voz baixa e sedutora de Henrique soou junto ao ouvido dela.

Tatiane ficou tensa.

Aquele olhar atento parecia enxergar tudo o que ela tentava esconder. Ainda assim, ela controlou a própria reação, apoiou as mãos no colchão e tentou se levantar.

Virando o rosto em sua direção, respondeu:

— Você não é tão inteligente? Não deveria precisar que eu explicasse.

Um sorriso surgiu nos lábios de Henrique.

— Então, no fundo, você realmente me acha tão capaz assim.

Tatiane conseguiu se sentar, lançou-lhe um olhar de lado e não respondeu.

Em seguida, levantou-se e caminhou em direção à porta.

Henrique afastou o cobertor e saiu da cama logo atrás dela.

Ao perceber o movimento, Tatiane olhou de relance para o lado e ficou visivelmente constrangida.

— Você...

Henrique parou diante dela, divertindo-se com sua reação.

— Precisa mesmo ficar tão sem jeito? Ainda não se acostumou?

Tatiane virou o rosto depressa e acelerou o passo, mas ele a abraçou por trás.

— Ainda tão tímida assim?

Henrique não demorou a aparecer já vestido. O cabelo curto caía de forma arrumada sobre a testa, suavizando a frieza que normalmente dominava sua aparência.

Daquele jeito, ele parecia bem mais agradável aos olhos.

Henrique caminhou até ela e, percebendo que Tatiane o observava, sorriu.

— Pelo visto, você realmente prefere me ver usando roupas claras.

Tatiane desviou o olhar.

— Você é mesmo muito convencido.

Henrique segurou sua mão.

— Vamos.

Depois de dois dias de céu fechado, o sol finalmente apareceu.

A luz estava agradável, o céu intensamente azul, e o dia parecia especialmente bonito.

Henrique dirigia um conversível usando óculos escuros. A armação destacava ainda mais as linhas frias e marcantes de seu rosto.

No pulso, usava um relógio avaliado em dezenas de milhões de dólares, uma demonstração discreta, mas inconfundível, de riqueza e status.

Ele a levou diretamente a um shopping.

Assim que desceram do carro, segurou a mão dela e disse:

— Primeiro, vamos comprar dois conjuntos para mim.

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