Henrique encerrou a ligação e voltou-se para Tatiane.
— Vamos. Primeiro, vou levar você de volta.
A resposta a pegou de surpresa.
Tatiane estava certa de que ele encontraria algum pretexto para convencê-la a acompanhá-lo. Mas, quando já ia desviar o olhar, ouviu a pergunta:
— Ficou com vontade de ir?
Ela começou a andar.
— É melhor me levar de volta logo.
Henrique a alcançou em poucos passos e entrelaçou os dedos aos dela.
Meia hora depois, chegaram ao apartamento.
O mordomo organizou na sala todas as compras feitas naquela tarde, enquanto Henrique seguiu para o closet a fim de trocar de roupa.
Entre se vestir e ter o cabelo arrumado por um dos funcionários, quase quarenta minutos se passaram.
Tatiane continuava na sala.
Quando Henrique reapareceu, estava novamente impecável, com a elegância sóbria de um executivo acostumado a chamar atenção por onde passava. Faltava apenas a gravata, que ele ainda segurava em uma das mãos.
Seus olhos pousaram sobre ela.
— Venha aqui.
Tatiane hesitou por alguns segundos, mas acabou se levantando.
Parou diante dele, pegou a gravata e ergueu os braços. Depois de passá-la ao redor do pescoço de Henrique, começou a dar o nó.
Ele baixou os olhos para ela e avisou, com toda a calma:
— Desta vez, não aperte tanto.
Tatiane interrompeu o movimento.
Ao erguer o rosto, encontrou o olhar atento e divertido dele.
— Ainda bem que você me lembrou.
Henrique arqueou uma sobrancelha.
Ao terminar de ajustar o nó, Tatiane puxou a gravata de propósito, apertando-a um pouco mais.
Mas, antes que conseguisse afastar as mãos, ele segurou uma delas. Com o outro braço, envolveu sua cintura e a trouxe para junto de si.
Com um simples movimento, colou o corpo dela ao seu. O calor de Henrique e o perfume masculino que vinha dele tomaram conta de Tatiane, deixando sua respiração presa por um instante.
Ele estreitou os olhos, divertido.
— Eu sabia que você estava aprontando alguma.
Tatiane não desviou o olhar.
— Você é tão frágil assim?
Um sorriso lento surgiu nos lábios dele.
Henrique se inclinou até o ouvido dela e murmurou:
— Eu adoraria se você usasse um pouco mais dessa malícia na cama.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....