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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 926

A reunião só terminou perto do meio-dia.

Mesmo assim, Tatiane ainda estava longe de concluir a leitura dos arquivos salvos no computador. Depois de passar horas diante da tela sem sequer fazer uma pausa, sentia os olhos ardendo e pesados de cansaço.

Enquanto isso, representantes do banco haviam ido pessoalmente à empresa para avaliar a situação. Em seguida, executivos de outras grandes companhias também começaram a chegar.

Desde o início da manhã, os telefones não paravam de tocar.

Muitas pessoas que, até o dia anterior, ainda não sabiam do desaparecimento de Henrique já tinham sido informadas. A tensão se espalhara por todos os setores da empresa.

Felipe e Ivan ficaram responsáveis por receber os visitantes.

Por consideração a Felipe, todos mantiveram a cordialidade e evitaram fazer cobranças diretas.

— Temos certeza de que o Sr. Henrique ficará bem. Entraremos em contato novamente nos próximos dias.

As despedidas eram sempre alguma variação daquela mesma frase.

Somente por volta das três da tarde, depois de acompanhar os últimos visitantes até a saída, Felipe conseguiu enfim respirar um pouco.

Ele pegou a refeição que haviam acabado de preparar e voltou ao escritório.

Tatiane acabara de encerrar mais uma ligação. Recostada na cadeira, massageava as têmporas, tentando aliviar a pressão que lhe apertava a cabeça.

— Tati.

Ela ergueu os olhos.

— Todo mundo já foi embora?

Tatiane sabia que muitas pessoas tinham passado pela empresa naquele dia. O telefone fixo de Henrique também recebera ligações de vários clientes importantes.

Juntos, os recursos que esses clientes haviam confiado à administração dele ultrapassavam dez bilhões de dólares.

Era natural que estivessem desesperados para descobrir o que realmente havia acontecido.

Afinal, a confiança deles estava depositada em Henrique, e em mais ninguém.

Eram homens experientes, cautelosos e acostumados a calcular cada risco. Tatiane conseguira ganhar algum tempo, mas nunca se sentira tão esgotada.

Henrique, por outro lado, administrava operações de valores astronômicos com uma facilidade impressionante.

Só agora ela começava a compreender de verdade a dimensão da influência que ele exercia no mundo dos negócios. Sua capacidade estava muito além do que uma pessoa comum seria capaz de imaginar.

— Sim.

— Coma você. Eu como daqui a pouco.

Tatiane assentiu e não insistiu. Levou a refeição até o sofá e se sentou.

Felipe ocupou a cadeira diante do computador, pousou a mão sobre o mouse e começou a examinar os arquivos.

Era a primeira vez que tinha acesso às informações mais sigilosas da empresa de Henrique. Por mais próxima que fosse a parceria entre os dois, cada um sempre preservara certos segredos. Naquelas circunstâncias, porém, já não havia espaço para esse tipo de reserva.

Tatiane mal havia levado algumas garfadas à boca quando o celular de Felipe tocou.

Era Wellington.

Ela virou o rosto na direção dele.

Felipe explicou parte do que estava acontecendo, mas Tatiane percebeu que ele continuava escolhendo com cuidado o que revelar. Não contou tudo.

Ela sabia que a relação entre Henrique e Wellington nem sempre fora tão tranquila quanto parecia agora. Anos antes, os dois estavam longe de se entender. Henrique conduzia os negócios com frieza e impiedade, sem dar muita importância a sentimentos ou vínculos familiares.

Talvez tivesse sido depois do nascimento de Bia que a relação entre os membros da família Barbosa começara, pouco a pouco, a se transformar.

Agora que Henrique havia desaparecido, Wellington certamente acompanharia cada movimento da NovaCapital com atenção redobrada.

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