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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 928

O médico da família chegou pouco depois e examinou Tatiane.

O diagnóstico foi de esgotamento físico e emocional severo, agravado pela alimentação irregular e pela baixa imunidade.

Naquele momento, ela precisava, acima de tudo, descansar e recuperar as forças. O médico administrou uma solução nutritiva por via intravenosa e aplicou um sedativo para ajudá-la a dormir.

Tatiane adormeceu pouco depois.

Em seguida, o mordomo ligou para Felipe e relatou tudo o que havia acontecido.

— Entendi. Cuide bem dela.

Felipe encerrou a ligação e pousou o celular sobre a mesa. Seu semblante se fechou, tomado por uma frieza inquietante.

Sob o efeito do sedativo, Tatiane dormiu até as cinco da manhã. Quando abriu os olhos, o céu começava a clarear, tomado pelos primeiros tons pálidos do amanhecer.

Ela permaneceu imóvel, encarando o teto, ainda com a mente entorpecida.

Uma das funcionárias entrou para verificar seu estado. Ao perceber que ela estava acordada, aproximou-se depressa.

— Senhora, a senhora acordou. Quer se levantar?

Tatiane levou alguns instantes para se situar, então assentiu.

A funcionária a ajudou a sair da cama e a acompanhou até o banheiro. Depois, avisou o mordomo, que não demorou a levar o café da manhã ao quarto.

Assim que a viu, ele falou:

— Senhora, o médico foi muito claro. A senhora precisa se alimentar e recuperar as forças.

— Está bem.

Tatiane se sentou e começou a comer.

Depois de uma noite inteira de sono, sua aparência havia melhorado bastante. Ainda estava abatida, mas parecia bem mais desperta.

Quando terminou o café da manhã, perguntou:

— E o motorista e os seguranças de ontem?

Dois seguranças haviam sido baleados durante o atentado. Felizmente, nenhum deles corria risco de vida.

Se Felipe não tivesse providenciado com antecedência os dois carros de escolta, talvez Tatiane não tivesse saído viva daquela emboscada.

Só então ela compreendeu o quanto estivera perto de morrer.

O mordomo lhe entregou o celular, e Tatiane ligou imediatamente para Felipe.

Ele atendeu quase no mesmo instante.

— Tati, como você está?

A preocupação em sua voz era impossível de esconder.

— Estou melhor. Sobre o atentado de ontem...

Pouquíssimas pessoas conheciam sua verdadeira identidade. Além disso, como Henrique não deixara testamento, pelas leis locais Tatiane só teria direito à parte da herança que lhe cabia legalmente. Isso não lhe daria autoridade para administrar livremente os bens e as participações societárias dele.

Felipe a interrompeu:

Tatiane foi recebê-lo. Ao abrir a porta e encontrá-lo parado do lado de fora, chamou:

— Professor.

Por trás das lentes, o olhar de Leandro revelava uma mistura de sentimentos que ela não conseguiu decifrar.

Ele assentiu.

— Como você está?

Toda a preocupação que carregava acabou se resumindo àquela única pergunta.

Tatiane pressionou os lábios e respondeu com um leve aceno.

— Estou bem. Entre, professor.

Leandro assentiu e entrou.

— O senhor ainda não tomou café da manhã, não é? Acabaram de preparar tudo. Coma alguma coisa primeiro.

Tatiane havia mandado preparar a refeição com antecedência.

Leandro realmente estava sem comer havia várias horas.

Assim que ele se sentou, o mordomo dispôs diante dele os pratos trazidos pelas funcionárias.

Tatiane se sentou à mesa, de frente para ele.

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