Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 930

Depois que Ivan foi embora, Tatiane recebeu uma ligação de Patrícia.

— Paty.

Patrícia só decidira ligar depois de conversar com Leandro. Ao ouvir a voz de Tatiane e perceber que ela parecia emocionalmente estável, sentiu-se um pouco aliviada.

— Tati, ainda bem que você está bem.

Naquele momento, tudo o que sentia por ela era uma profunda tristeza.

Quantas provações o destino ainda pretendia fazê-la enfrentar?

Henrique trouxera muito mais sofrimento do que felicidade à vida de Tatiane. Ainda assim, era o pai de Bia, e a menina ainda era tão pequena.

Se algo realmente tivesse acontecido com ele, Bia talvez nunca mais pudesse ver o pai.

— Paty, não precisa se preocupar. Estou bem agora.

— Está bem.

Patrícia não prolongou a conversa. Naquelas circunstâncias, qualquer palavra de consolo soaria vazia. Ela só queria ter certeza de que Tati estava bem.

Nos três dias seguintes, Tatiane permaneceu no apartamento e não saiu nenhuma vez.

Passava a maior parte do tempo no escritório de Henrique.

Durante esse período, era Leandro quem mantinha contato com ela. Ele realmente viajara até ali para tratar de alguns assuntos profissionais e não tinha como interferir diretamente nos negócios da Monteverde.

Por isso, só podia acompanhar a situação por meio de Felipe.

Ainda assim, fazia o possível para ajudar a conter a crescente pressão externa. Recorria aos contatos que tinham em comum para descobrir os movimentos das outras empresas e permitir que Felipe se antecipasse a qualquer eventualidade.

Henrique, porém, continuava sem dar qualquer sinal.

Quando as buscas por desaparecidos em um naufrágio se estendiam por mais de um mês sem resultados, eles eram oficialmente declarados mortos.

Até lá, precisavam se preparar para todos os cenários e reduzir os prejuízos ao mínimo possível.

Henrique não deixara tudo ao acaso.

Felipe havia encontrado informações cruciais no computador dele, informações que somente ele seria capaz de compreender. Henrique certamente previra que Felipe correria para lá assim que soubesse do acidente.

Aquilo só podia significar uma coisa: Henrique sabia que, daquela vez, talvez não conseguisse escapar.

Sua ambição fora longe demais.

Ele apostara tudo.

Mesmo assim, ainda não havia como confirmar se estava vivo ou morto.

Tatiane sabia que escondiam certas informações dela. Tudo aquilo provavelmente envolvia interesses muito maiores do que ela conseguia imaginar.

— E o Sr. Felipe... Quer dizer, o Fê corre algum perigo?

A preocupação em sua voz era evidente.

— Senhora, está tudo bem? Se estiver cansada, não gostaria de descansar um pouco?

Tatiane negou com a cabeça.

— Estou bem.

Naquele dia, ela foi até a empresa.

O prédio inteiro parecia tomado por uma atmosfera sufocante de tensão e urgência. Todos trabalhavam sob tanta pressão que mal tinham tempo para respirar.

Tatiane seguiu diretamente para o escritório.

Leandro também estava ali. Felipe permanecia diante da janela panorâmica, falando ao telefone. Pelo que ela conseguiu perceber, a ligação vinha do Brasil.

Ela entrou.

— Professor.

Leandro respondeu com um aceno.

Tatiane colocou a bolsa térmica sobre a mesa de centro e se acomodou em uma das poltronas. Esperou em silêncio até Felipe encerrar a ligação.

Ele se virou e caminhou até a área dos sofás. Então, fitou Tatiane.

— A família Barbosa já ficou sabendo.

Mais cedo ou mais tarde, não seria mais possível esconder aquilo.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora