Num piscar de olhos, chegou o dia da véspera do Carnaval.
Logo cedo, Mônica já estava ocupada preparando os ingredientes para a ceia. Marcos e Cristiano ajudavam na limpeza da casa, cada um cuidando de uma parte.
Naquele dia, Roberto apareceu carregando vários presentes.
Além disso, trouxe também algumas lembranças e suplementos nutricionais que Marcelo havia pedido para ele entregar.
Mônica e Marcos foram recebê-lo com entusiasmo, pegando as sacolas de suas mãos.
— A Tati está no quarto agora. — Disse Mônica. — Pode ir lá falar com ela.
— Certo.
Roberto bateu na porta e entrou no quarto.
Tatiane estava recostada na cama, com um novelo de lã macia nas mãos. Tricotava uma mantinha leve, de estampa delicada, com pequenos morangos. Macia, suave, feita para envolver um bebê.
Era pequena demais para um adulto. Bastava um olhar para perceber que era para uma criança.
Desde que voltara para casa, sempre que tinha um tempo livre, sentava-se para tricotar.
Tatiane ergueu o olhar ao vê-lo entrar.
— Você veio.
Roberto havia ligado para ela antes de aparecer.
Ele fechou a porta e se aproximou. Ao vê-la com o rosto corado, com aparência saudável, percebeu de imediato que estava sendo muito bem cuidada.
— Sem ter o que fazer, acaba tricotando em casa, né?
Tatiane respondeu com um leve aceno de cabeça.
— O resguardo é bem entediante. A gente precisa arrumar alguma coisa pra passar o tempo.
Roberto se sentou no sofá, e os dois começaram a conversar de maneira descontraída.
Depois de um instante, ele acabou perguntando, sem conseguir se conter:
— Meu primo… Ele falou com você sobre o divórcio?
As mãos de Tatiane hesitaram por um breve segundo sobre a lã.
— Falou. — Respondeu. — O acordo já foi assinado.
Roberto baixou o olhar. Os dedos se fecharam com mais força, quase involuntariamente.
— E… Ele não te deu nenhuma compensação?
Tatiane soltou uma risada baixa e balançou a cabeça.
— Mesmo que ele quisesse dar, eu não aceitaria.
Ela sabia muito bem. Pegar algo que não lhe pertencia acabaria, mais cedo ou mais tarde, cobrando um preço.
Ela não queria dever nada a Henrique. Nem dinheiro, nem favores, nem vínculos.
Depois disso, Roberto não insistiu.
Não disse mais nada.
Ao meio-dia, ele ficou para almoçar com a família.
Roberto largou o celular, ergueu os olhos para ver quem vinha e, ao reconhecer a pessoa, desviou o olhar novamente, sem qualquer intenção de cumprimentar.
Henrique sentou-se na poltrona individual ao lado e perguntou, em tom neutro:
— No que você tá pensando?
Roberto não respondeu. Apenas pegou a sacola ao lado e a estendeu na direção dele. Dentro, havia as mantinhas e o sapatinho de tricô. Sua voz saiu fria, distante:
— A Tati mandou entregar pra Bia. Foi ela mesma que fez. Quanto a você, primo… se quiser jogar fora ou fazer qualquer outra coisa, fica à vontade.
Henrique estendeu a mão e pegou a sacola. Tirou as mantinhas e o sapatinho, olhou rapidamente e, em seguida, colocou tudo de volta. Ignorando a atitude de Roberto, perguntou:
— E ela… Como está agora?
Roberto não olhou para ele. Os dedos continuaram se movendo na tela do jogo.
— Difícil acreditar que você ainda lembra de se importar com alguém. — Respondeu, sem emoção. — Ela tá bem. Em casa. Cuidada. Tem gente que ama ela de verdade e sabe como proteger.
Henrique fixou o olhar nele. O rosto ficou mais duro, e o tom de voz ganhou peso.
— Beto… Você me odeia?
Os dedos de Roberto pararam por um segundo. Ele levantou os olhos e encarou Henrique.
— Ódio não. — Respondeu. — Só acho você frio demais.
Em seguida, desviou o olhar novamente, encarando o vazio à frente, e deixou escapar um sorriso irônico.
— Na verdade, nem é só você. A família Barbosa inteira é fria.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Tá tedioso! Estou pulando capítulos. Devia encerrar logo....
Alguem aqui que possa fazer a autora desse livro entender que ja esta INSUPORTÁVEL a leitura??? E que acredito q ninguem aguenta mais tanta chatuce q nao chega a lugar NENHUM???? Henrique um executivo imponente ate lguns capitulos atras, agora parece um adolescente de 15 anos atras dessa CHATA da Tatiane?????...
Esse livro NAO ACABA NUNCA???? JA ESTA MUITO CHATO e eu nao posso parar de ler pq ja gastei muito tempo e dinheiro....Que chatice!!!! Pelo mor de Deus, da um tom de romance entre Henrique e Tatiane. Que por sinal, ela está muito irritante isso sim......
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...