A expressão de Henrique permaneceu inalterada enquanto ouvia Roberto. A voz saiu baixa, firme:
— Então, por causa dela, você acha que pode fazer esse tipo de julgamento sobre a própria família? Sobre seus avós, sobre os mais velhos?
Roberto abriu os olhos e encarou Henrique.
— Você pode defendê-la, pode achar injusto, isso eu não impeço. Mas a família Barbosa não é um lugar pra você descarregar suas emoções. Você também faz parte dela. — Continuou o Henrique.
Fez uma breve pausa antes de completar, em um tom ainda mais sério:
— Você já não é criança. Tem sua própria empresa, é dono do próprio negócio. Quando fala e age, não pode ser guiado só pela emoção.
Os dedos de Roberto se fecharam com força. Ele abaixou o olhar lentamente, o maxilar tenso, e não disse mais nada.
O silêncio se instalou entre os dois.
Nesse momento, uma empregada subiu as escadas.
— Senhor Henrique, senhor Roberto, o jantar está servido.
Henrique descruzou as pernas, levantou-se e entregou a sacola que estava em suas mãos à funcionária.
— Leve para o meu quarto.
— Sim, senhor. — Respondeu ela, recebendo a sacola com as duas mãos antes de se retirar.
Henrique olhou para Roberto, que ainda permanecia sentado.
— Vai ficar aí sentado até quando?
Roberto guardou o celular no bolso e se levantou.
Os dois seguiram, um atrás do outro, até a sala de jantar.
A mesa estava farta, os pratos ainda soltavam vapor, e os rostos ao redor exibiam sorrisos abertos.
Bia estava nos braços de Alexandre. O patriarca da família, sempre sério, agora tinha o rosto marcado pelas rugas suavizado por uma expressão de puro afeto.
Lorena agitava um brinquedo colorido diante da criança, e a bebê soltou duas risadinhas cristalinas.
Todos riram juntos.
Talvez sentisse que aquele era um momento de reencontro e celebração. Durante todo o dia, Bia havia se comportado exemplarmente. Não chorou, não fez birra. Para quem quer que tentasse fazê-la rir, respondia com sorrisos largos, felizes.
O sorriso puro de um bebê se espalha como ondas na água, tocando o coração de todos ao redor.
— Deixa eu pegar um pouquinho. — Disse Lorena, já estendendo os braços.
— Você acabou de pegar. — Retrucou Alexandre, sem ceder. — Agora é a minha vez.
Lorena lançou um olhar atravessado para o velho e, virando-se para a bebê, falou em um tom doce:
— Bia… Quer ir com a bisa?
Henrique se aproximou.
— Vovô, me dá ela. Vamos comer primeiro.
Alexandre pensou por um instante e acabou concordando.
O celular de Tatiane não parava de vibrar.
Na última vez que todos haviam se reunido, Sérgio criara um grupo. Nele estavam apenas seis pessoas.
Agora, o grupo estava uma festa à parte.
Fotos da ceia, mensagens de felicitações, votos de boas festas e envelopes digitais voando sem parar, um atrás do outro, nada modestos.
Tatiane foi clicando e pegando os envelopes quase sem pausa. Quando percebeu, o valor acumulado já estava na casa dos sete dígitos.
Ela também entrou na brincadeira. Enviou envelopes de volta no grupo, praticamente devolvendo tudo o que tinha recebido.
Mesmo assim, era impossível competir com Patrícia e Sérgio. Gente rica daquele tipo consegue transformar qualquer brincadeira em ostentação.
Cristiano também mandou vários envelopes generosos no grupo.
Pouco depois, Tatiane recebeu um envelope separado, enviado diretamente por Roberto.
[99.999]
Ela respondeu com outro, devolvendo:
[88.888]
[Feliz Carnaval.]
Roberto respondeu quase de imediato:
[Feliz Carnaval.]

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história ta chata,Henrique um imbecil, canalha desde o início, Tatiane sem nenhuma atitude de verdade....
Eu pulei do capítulo 1122 para o capítulo 1146 e, ACREDITEM....., não senti nenhuma diferença....
Entre os parágrafos: OS DOIS SE VIRARAM...e ANDRÉ DEMONSTROU SURPRESA.; tem mais 5 parágrafos sim bastante coisa. Aqui a gente paga e não recebe toda a história. Acompanho no app GOOD NOVEL e vejo que falta muito texto aqui....
Esse livro era otimo ate o capitulo 700 mas agora esta simplesmente um porre.... sem falar q atualiza a prestação. Ja gastei tanto tempo e dinheiro, so por isso continuo... se naoz queria nem ler essa porcaria mais....
Um capítulo por dia!!!! Não é possível, a história já está se arrastando faz tempo, nenhuma tomada de decisão e agora um capítulo por dia! Acho que a autora quer que os leitores abandonem o livro....
Agora vai um capítulo por dia? Então muda lá na capa onde diz "7 capítulos por dia"....
Tá tedioso! Estou pulando capítulos. Devia encerrar logo....
Alguem aqui que possa fazer a autora desse livro entender que ja esta INSUPORTÁVEL a leitura??? E que acredito q ninguem aguenta mais tanta chatuce q nao chega a lugar NENHUM???? Henrique um executivo imponente ate lguns capitulos atras, agora parece um adolescente de 15 anos atras dessa CHATA da Tatiane?????...
Esse livro NAO ACABA NUNCA???? JA ESTA MUITO CHATO e eu nao posso parar de ler pq ja gastei muito tempo e dinheiro....Que chatice!!!! Pelo mor de Deus, da um tom de romance entre Henrique e Tatiane. Que por sinal, ela está muito irritante isso sim......
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....