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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 95

A expressão de Henrique permaneceu inalterada enquanto ouvia Roberto. A voz saiu baixa, firme:

— Então, por causa dela, você acha que pode fazer esse tipo de julgamento sobre a própria família? Sobre seus avós, sobre os mais velhos?

Roberto abriu os olhos e encarou Henrique.

— Você pode defendê-la, pode achar injusto, isso eu não impeço. Mas a família Barbosa não é um lugar pra você descarregar suas emoções. Você também faz parte dela. — Continuou o Henrique.

Fez uma breve pausa antes de completar, em um tom ainda mais sério:

— Você já não é criança. Tem sua própria empresa, é dono do próprio negócio. Quando fala e age, não pode ser guiado só pela emoção.

Os dedos de Roberto se fecharam com força. Ele abaixou o olhar lentamente, o maxilar tenso, e não disse mais nada.

O silêncio se instalou entre os dois.

Nesse momento, uma empregada subiu as escadas.

— Senhor Henrique, senhor Roberto, o jantar está servido.

Henrique descruzou as pernas, levantou-se e entregou a sacola que estava em suas mãos à funcionária.

— Leve para o meu quarto.

— Sim, senhor. — Respondeu ela, recebendo a sacola com as duas mãos antes de se retirar.

Henrique olhou para Roberto, que ainda permanecia sentado.

— Vai ficar aí sentado até quando?

Roberto guardou o celular no bolso e se levantou.

Os dois seguiram, um atrás do outro, até a sala de jantar.

A mesa estava farta, os pratos ainda soltavam vapor, e os rostos ao redor exibiam sorrisos abertos.

Bia estava nos braços de Alexandre. O patriarca da família, sempre sério, agora tinha o rosto marcado pelas rugas suavizado por uma expressão de puro afeto.

Lorena agitava um brinquedo colorido diante da criança, e a bebê soltou duas risadinhas cristalinas.

Todos riram juntos.

Talvez sentisse que aquele era um momento de reencontro e celebração. Durante todo o dia, Bia havia se comportado exemplarmente. Não chorou, não fez birra. Para quem quer que tentasse fazê-la rir, respondia com sorrisos largos, felizes.

O sorriso puro de um bebê se espalha como ondas na água, tocando o coração de todos ao redor.

— Deixa eu pegar um pouquinho. — Disse Lorena, já estendendo os braços.

— Você acabou de pegar. — Retrucou Alexandre, sem ceder. — Agora é a minha vez.

Lorena lançou um olhar atravessado para o velho e, virando-se para a bebê, falou em um tom doce:

— Bia… Quer ir com a bisa?

Henrique se aproximou.

— Vovô, me dá ela. Vamos comer primeiro.

Alexandre pensou por um instante e acabou concordando.

Capítulo 95 1

Capítulo 95 2

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