Diante do silêncio do outro lado da linha, Tatiane apertou ainda mais o celular.
A tensão entre os dois parecia ter chegado ao limite. Ela já se preparava para afastar o aparelho e encerrar a ligação quando a voz grave de Henrique finalmente surgiu, gelada e distante.
— Não tem nada para me dizer?
Depois de mais de um mês, Tatiane tornava a ouvir a voz dele. Só que já não havia nenhum vestígio da ternura de antes. Aquela lembrança parecia pertencer a uma vida muito distante.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos e respirou fundo.
— O que importa é que você está bem agora.
A calma indiferente na voz dela arrancou de Henrique uma risada curta, sem o menor traço de humor.
— Pelo jeito, você ficou bastante decepcionada.
Tatiane apertou o celular até os dedos perderem a cor. Mordeu os lábios, contendo qualquer som que pudesse revelar o que sentia.
O silêncio se prolongou outra vez.
Sem ouvir qualquer resposta da mulher, Henrique fechou ainda mais a expressão.
— Não vai dizer nada?
Tatiane reuniu todas as forças para manter as emoções sob controle.
— Não há o que dizer.
Assim que terminou a frase, desligou.
O braço caiu frouxo ao lado do corpo. Aquele breve diálogo parecia ter drenado o pouco de energia que ainda lhe restava.
Recostada no sofá, Tatiane ficou imóvel, com os olhos perdidos na escuridão além da janela.
Henrique também abaixou o celular. Permaneceu encarando a tela apagada, com o maxilar travado.
Tatiane só saiu daquele estado quando a empregada apareceu para avisar que o jantar estava pronto.
Ao perceber que ela não parecia bem, a mulher se aproximou, preocupada.
— Senhorita Tatiane, está sentindo alguma coisa? Quer que eu a leve ao hospital?
Tatiane voltou a si e tratou de esconder o abalo.
— Estou bem.
Levantou-se, foi ao banheiro e lavou o rosto, tentando recuperar a disposição. Depois, seguiu para a sala de jantar.
Mal começou a comer, a náusea voltou com tanta força que ela precisou correr para o banheiro.
No fim, conseguiu tomar apenas um pouco de caldo ralo de arroz e alguns suplementos nutricionais. Depois, voltou para o quarto e se deitou para descansar.
No dia seguinte, era fim de semana.
Após quase uma semana inteira de tempo fechado, o sol enfim reapareceu. O céu azul, recortado por nuvens brancas, tinha uma leveza capaz de melhorar o humor de qualquer um.
Tatiane preferiu ficar em casa. Passou boa parte do dia descansando e lendo, sem disposição para sair.
Ao lado dela, um filhote alaranjado e outro rajado rolavam pelo tapete, enroscados um no outro. Com as patinhas curtas, cada um tentava atingir o adversário naquela disputa desajeitada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....