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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 951

Diante do silêncio do outro lado da linha, Tatiane apertou ainda mais o celular.

A tensão entre os dois parecia ter chegado ao limite. Ela já se preparava para afastar o aparelho e encerrar a ligação quando a voz grave de Henrique finalmente surgiu, gelada e distante.

— Não tem nada para me dizer?

Depois de mais de um mês, Tatiane tornava a ouvir a voz dele. Só que já não havia nenhum vestígio da ternura de antes. Aquela lembrança parecia pertencer a uma vida muito distante.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos e respirou fundo.

— O que importa é que você está bem agora.

A calma indiferente na voz dela arrancou de Henrique uma risada curta, sem o menor traço de humor.

— Pelo jeito, você ficou bastante decepcionada.

Tatiane apertou o celular até os dedos perderem a cor. Mordeu os lábios, contendo qualquer som que pudesse revelar o que sentia.

O silêncio se prolongou outra vez.

Sem ouvir qualquer resposta da mulher, Henrique fechou ainda mais a expressão.

— Não vai dizer nada?

Tatiane reuniu todas as forças para manter as emoções sob controle.

— Não há o que dizer.

Assim que terminou a frase, desligou.

O braço caiu frouxo ao lado do corpo. Aquele breve diálogo parecia ter drenado o pouco de energia que ainda lhe restava.

Recostada no sofá, Tatiane ficou imóvel, com os olhos perdidos na escuridão além da janela.

Henrique também abaixou o celular. Permaneceu encarando a tela apagada, com o maxilar travado.

Tatiane só saiu daquele estado quando a empregada apareceu para avisar que o jantar estava pronto.

Ao perceber que ela não parecia bem, a mulher se aproximou, preocupada.

— Senhorita Tatiane, está sentindo alguma coisa? Quer que eu a leve ao hospital?

Tatiane voltou a si e tratou de esconder o abalo.

— Estou bem.

Levantou-se, foi ao banheiro e lavou o rosto, tentando recuperar a disposição. Depois, seguiu para a sala de jantar.

Mal começou a comer, a náusea voltou com tanta força que ela precisou correr para o banheiro.

No fim, conseguiu tomar apenas um pouco de caldo ralo de arroz e alguns suplementos nutricionais. Depois, voltou para o quarto e se deitou para descansar.

No dia seguinte, era fim de semana.

Após quase uma semana inteira de tempo fechado, o sol enfim reapareceu. O céu azul, recortado por nuvens brancas, tinha uma leveza capaz de melhorar o humor de qualquer um.

Tatiane preferiu ficar em casa. Passou boa parte do dia descansando e lendo, sem disposição para sair.

Ao lado dela, um filhote alaranjado e outro rajado rolavam pelo tapete, enroscados um no outro. Com as patinhas curtas, cada um tentava atingir o adversário naquela disputa desajeitada.

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