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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 952

Leandro conversou com Tatiane sobre alguns assuntos do trabalho.

Embora já tivesse procurado saber, por meio da empresa, como ela vinha se saindo profissionalmente, ele sabia que os relatórios não mostravam tudo. Para os outros, Tatiane parecia a mesma de sempre. Leandro, porém, conhecia bem demais a situação que ela enfrentava.

Ao meio-dia, a empregada serviu o almoço.

Havia arroz soltinho, filé de frango grelhado, purê de abóbora, legumes salteados, camarões com brócolis e uma salada leve. Tudo fora preparado com pouco tempero, pensando no apetite de Tatiane.

Assim que Leandro se sentou, a empregada trouxe os pratos e os talheres. Ele percorreu a mesa com os olhos.

— Está tudo com uma ótima aparência. Como anda seu apetite?

Sentada diante dele, Tatiane respondeu:

— Até que está bom. A comida da Dona Neide combina bastante com o meu gosto. Experimente.

Leandro voltou a observar os pratos.

— Mas você está comendo pouca carne? Não está conseguindo?

Sob o olhar atento dele, Tatiane sentiu um aperto inesperado no peito.

— Posso pedir à Dona Neide que prepare mais um pouco de carne.

Leandro serviu um pouco de comida no prato dela.

— Vamos comer primeiro.

Depois do almoço, ele sugeriu:

— O dia está bonito. Que tal darmos uma volta nos arredores da cidade? Você devia sair um pouco mais nos fins de semana, respirar outros ares.

Tatiane pensou por alguns segundos antes de concordar.

— Está bem. Vou trocar roupa.

— Certo.

Ela voltou para o quarto e escolheu uma roupa casual e confortável.

Enquanto esperava, Leandro ficou na sala brincando com os dois filhotes. O rajado, mais atrevido, agarrou-se à barra da calça dele e começou a escalar sua perna.

Quando Tatiane apareceu, encontrou Leandro tentando desprendê-lo do tecido.

Ele ergueu o gatinho e o encarou com falsa severidade.

— Você estragou minha calça. E agora? Como pretende me compensar?

O filhote soltou um miado alto, indignado com a acusação.

Tatiane não conseguiu conter o riso.

— Pelo visto, professor, os gatos gostam mesmo de você.

Leandro colocou o filhote no chão.

— Esse rajadinho tem personalidade.

Tatiane sorriu.

— Não tem problema ser bravinho. Desde que continue fofo.

Ao notar o olhar dele, ela também se voltou para o homem ao seu lado.

Um raio de sol atravessava a folhagem e iluminava parte do rosto marcante de Leandro. O reflexo da luz tornava seu olhar ainda mais acolhedor.

Por alguns instantes, nenhum dos dois disse nada. Acima deles, as folhas se agitavam suavemente com a brisa.

Tatiane foi a primeira a romper o silêncio.

— O que foi?

Leandro sustentou o olhar dela.

— Aconteça o que acontecer, quero que saiba que pode contar comigo. Vou ficar ao seu lado e ajudar você a resolver qualquer problema. Sem condições e sem esperar nada em troca.

Ele falou baixo, com suavidade, mas cada palavra atingiu Tatiane com uma força difícil de suportar.

Diante daquele olhar sincero, ela sentiu os cílios estremecerem.

— Às vezes, acho que sou uma pessoa muito ruim.

— Você não é. Nem um pouco.

Leandro respondeu sem hesitar.

— A verdade é que você precisou ser forte por tempo demais. É uma pessoa extraordinária, muito melhor do que imagina. Ninguém é perfeito, e ninguém consegue resolver tudo sozinho. Você já fez o máximo que podia. Não precisa continuar se cobrando tanto.

Ele fez uma breve pausa antes de acrescentar:

— Você já é boa o bastante.

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