Tatiane sentiu o nariz arder.
Desviou o rosto e piscou algumas vezes, contendo as lágrimas. Depois, respirou fundo, voltou a contemplar a paisagem ao longe e sorriu.
— Professor, ouvindo você falar assim, até eu começo a acreditar que sou mesmo incrível.
Leandro respondeu sem hesitar:
— Você não precisa acreditar. É um fato. Você não é inferior a ninguém. O problema é que nem todo mundo merece estar ao seu lado.
Tatiane riu e apressou o passo.
— Acho que os lírios mais à frente já floresceram.
Leandro a alcançou com facilidade.
Depois de caminharem por algum tempo, Tatiane começou a se sentir cansada e se sentou em um banco.
Ficou em silêncio por alguns segundos antes de dizer:
— Estou grávida.
Leandro não respondeu de imediato. Apenas a ouviu, embora os dedos tivessem se fechado discretamente.
— O médico recomendou que eu interrompesse a gestação, mas quero tentar ficar com o bebê. Não é por causa de ninguém. É só que, quando penso no quanto a Bia é adorável... Ele ainda é só um pontinho, mas imaginar que vou precisar tirá-lo de dentro de mim parece cruel demais.
Tatiane respirou fundo mais uma vez antes de continuar:
— Só que, no fundo, eu também sei que talvez não consiga levar a gravidez adiante.
A voz se perdeu na brisa, embargada por uma tristeza que ela mal conseguia conter.
Durante alguns instantes, nenhum dos dois falou.
Então, Leandro se voltou para ela.
— Caso seja necessário interromper a gestação, o mais seguro é fazer isso ainda no primeiro trimestre. Mas, já que você realmente quer tentar, aproveite esse tempo para descansar, cuidar da saúde e recuperar as forças. Se, apesar de tudo, não for possível...
Ele fez uma breve pausa.
— Pelo menos você terá feito tudo o que estava ao seu alcance. Não vai precisar viver com o arrependimento de não ter tentado.
Leandro continuou, com a mesma serenidade:
— Isso só vai significar que esse bebê não conseguiu ficar com você. E ele nunca culparia você por isso.
Tatiane baixou os olhos para o próprio ventre. Apertou os lábios e assentiu devagar.
Já estava ficando tarde.
Leandro a levou de volta de carro.
Os dois não jantaram fora. Quando chegaram, Dona Neide já havia preparado a refeição.
Assim que entraram, os dois filhotes vieram correndo ao encontro deles, miando sem parar.
Eram tão pequenos que qualquer passo em falso poderia machucá-los seriamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....