Depois de mais de um mês sem vê-lo, Tatiane percebeu o quanto Henrique havia emagrecido. O rosto parecia mais anguloso, a barba por fazer escurecia o contorno dos lábios e olheiras profundas marcavam seus olhos.
Ele sempre fora extremamente cuidadoso com a própria aparência. Tatiane jamais o vira tão abatido, muito menos tão descuidado.
Depois de servi-lo, colocou comida no próprio prato, sentou-se do outro lado da mesa e começou a comer em silêncio, sem levantar os olhos.
Henrique permanecia recostado na cadeira, com as pernas longas afastadas numa postura que aparentava desleixo. O olhar, porém, não se afastava dela por um segundo.
Tatiane acabou erguendo a cabeça.
Ele ainda não havia tocado na comida. Apenas a encarava, como se ela tivesse cometido algo imperdoável.
Ela soltou o ar devagar, contendo a irritação.
— Você já comeu?
Henrique curvou os lábios num sorriso sarcástico.
— Isso não foi feito para mim.
Tatiane se obrigou a manter a paciência.
— Então me diga o que quer. Peço para a empregada preparar outra coisa.
— Quero comer você.
Um arrepio percorreu as costas dela.
Não havia provocação sensual em sua voz. Pela maneira como Henrique a olhava, parecia realmente disposto a rasgá-la em pedaços e devorá-la.
Tatiane apertou os talheres entre os dedos.
— Canibalismo é crime.
Henrique soltou uma risada curta, sem qualquer traço de humor.
Ela não voltou a encará-lo. Continuou comendo, servindo-se dos pratos à mesa como se nada tivesse acontecido.
Ele, por outro lado, não demonstrava a menor intenção de tocar na comida. Permanecia atento a cada movimento de Tatiane, à espreita, como um predador esperando o momento de atacar.
Uma inquietação incômoda apertou o peito dela.
— Vou fazer macarrão para você.
Henrique não respondeu.
Mesmo assim, Tatiane se levantou e foi para a cozinha. Qualquer desculpa para se afastar dele por alguns minutos já lhe permitiria respirar melhor.
Colocou água para ferver e pegou o macarrão na geladeira.
Enquanto esperava diante do fogão, ficou em silêncio, sentindo a tensão se espalhar pelo apartamento. Só reagiu quando a água começou a borbulhar.
Colocou o macarrão na panela e mexeu com um garfo. Depois de pronto, transferiu-o para um prato fundo. Entre as opções do jantar havia carne cozida com molho de tomate, então acrescentou uma porção generosa por cima.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....