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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 960

Na sala, Henrique pegou o celular e fez uma ligação.

Recostado no sofá, Leandro ouviu tudo em silêncio.

Quando encerrou a chamada, Henrique abaixou o aparelho e voltou a atenção para o homem à sua frente.

— Eu ainda não desisti dela. Então nem pense que você tem alguma chance.

A ameaça em sua voz era clara.

Leandro não respondeu.

A sala mergulhou num silêncio absoluto.

Naquela noite, Tatiane passou horas se revirando na cama sem conseguir dormir. Só adormeceu quando o dia já estava quase amanhecendo e, mesmo assim, dormiu por apenas três horas.

Ao despertar, sentia a cabeça pesada e o corpo inteiro entorpecido.

Permaneceu imóvel, apoiada na cabeceira, com uma aparência abatida e solitária. Uma das mãos repousava sobre o baixo-ventre, embora ainda fosse cedo demais para sentir a presença do bebê.

Não soube quanto tempo ficou assim até ouvir algumas batidas na porta.

— Tati?

Era a voz da Neide.

Tatiane saiu de seus pensamentos, afastou o cobertor e se levantou. Caminhou até a porta e abriu.

Ao vê-la, a mulher perguntou, preocupada:

— A senhora não conseguiu descansar bem ontem à noite?

— Estou bem. O café da manhã já está pronto?

— Sim. Quer que eu traga para o quarto ou prefere comer na sala de jantar?

Tatiane hesitou por um instante.

— E eles? Onde estão?

— O Sr. Leandro e o outro homem foram embora ontem à noite. Não sei exatamente a que horas, mas nenhum dos dois está mais aqui.

Ela assentiu.

— Vou me arrumar primeiro.

— Está bem.

Tatiane voltou para o quarto e abriu as cortinas. Depois de uma noite inteira de chuva, o céu enfim havia amanhecido limpo.

Trocou de roupa e vestiu outro conjunto confortável para ficar em casa. Depois de lavar o rosto e terminar de se arrumar, tomou o ácido fólico e os suplementos nutricionais.

Por precaução, guardou tudo com cuidado na gaveta.

Antes de sair, ainda fez uma recomendação à Neide. Em seguida, foi para a sala de jantar.

Tatiane se aproximou e segurou a mão da filha.

— Bia, por que você veio sem o seu pai? Onde ele está?

— O papai disse que tinha uma coisa importante para resolver e me mandou vir fazer companhia para você. Mamãe, você e o papai brigaram? Ele parecia meio chateado.

Tatiane não sabia como explicar aquilo à filha. Até então, vinha evitando o assunto e, ao ver a preocupação estampada no rosto de Bia, não teve coragem de contar a verdade.

— Não brigamos. Seu pai só está muito cansado.

— Ah... Ainda bem que vocês não brigaram. O papai anda tão ocupado... Queria tanto que ele pudesse descansar de verdade.

— Quando terminar o que precisa fazer, ele vai conseguir descansar. Você já tomou café da manhã?

Bia balançou a cabeça.

— Então vamos comer primeiro.

Tatiane tirou a mochilinha das costas da filha.

A Neide entrou logo atrás, puxando uma mala, e explicou:

— O segurança ficou lá fora.

Tatiane compreendeu de imediato.

— Leve as coisas dela para o meu quarto.

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