Ao contrário da noite anterior, Henrique já não parecia tão abatido.
Estava novamente impecável, como de costume, com a aparência limpa e bem cuidada. Ainda assim, havia algo de cansado em seu semblante que nem o descanso conseguira apagar por completo.
Os dois se encararam por alguns segundos.
Tatiane foi a primeira a falar:
— Entra.
Henrique passou por ela sem dizer nada.
Tatiane fechou a porta e, ao se virar, lançou um breve olhar para ele.
— A Bia ainda está dormindo.
Henrique continuou em silêncio.
— Fica à vontade.
Sem esperar resposta, Tatiane voltou para a cozinha e retomou o preparo do café da manhã.
Henrique foi até a sala e se sentou no sofá.
Como a cozinha era integrada ao ambiente, dali conseguia acompanhar cada movimento dela.
Tatiane estava de costas para ele diante da bancada. Vestia um vestido largo e confortável, desses de ficar em casa, que deixava à mostra apenas parte das pernas finas. Um avental estava amarrado à cintura, e os cabelos presos de qualquer jeito em um rabo de cavalo baixo.
Henrique ficou observando-a em silêncio, sem deixar transparecer o que pensava.
Aos pés de Tatiane, os dois gatinhos estavam sentados com as cabecinhas erguidas, atentos a cada movimento dela e soltando um miado de vez em quando.
Ela preparava a comida dos dois.
Quando terminou, pegou os comedouros e, quase por instinto, falou num tom mais doce:
— Pronto. Venham comer.
O gatinho laranja e o tigrado começaram a miar ainda mais, impacientes.
Tatiane se virou e deu de cara com Henrique olhando para ela.
Por um instante, os dois ficaram imóveis.
O sorriso discreto que ainda restava em seus lábios desapareceu.
Ela desviou o olhar e levou os comedouros até o canto junto à parede. Assim que os colocou no chão, os dois gatinhos correram para perto.
Tatiane ajeitou cada um diante do próprio potinho, fez um carinho rápido nos dois e voltou a se levantar.
De volta à cozinha, lavou bem as mãos com sabonete líquido, limpou a bancada e continuou preparando o café.
Naquela casa ampla e silenciosa, o som mais nítido era o da faca batendo ritmadamente na tábua enquanto ela cortava os ingredientes.
Tatiane preparou algumas tapiocas recheadas e pão de queijo, além de bolinhos de mandioca que a empregada havia deixado prontos no dia anterior.
Tinha aprendido aquelas receitas aos poucos com ela. Às vezes, quando voltava do trabalho e não tinha mais nada para fazer, acabava ficando na cozinha, observando e aprendendo.
Quando tudo ficou pronto, levou os pratos para a mesa um por um.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....