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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 996

Bia mal conseguia manter os olhos abertos.

Como Tatiane não podia carregá-la, precisou despertá-la de vez. Felipe vinha logo atrás, com as duas mãos ocupadas pelas sacolas de compras.

Assim que viu o buquê de rosas nos braços da mãe, Bia arregalou os olhos.

— Uau, que lindas! Foi o papai que mandou?

A menina era esperta demais para a própria idade.

Tatiane não respondeu.

— Vamos entrar primeiro.

Os três subiram para o apartamento.

Felipe deixou as compras sobre a mesa, e Tatiane pediu a Neide que guardasse tudo. Depois, mostrou a ele o quarto onde dormiria, o mesmo que Henrique já havia usado, e levou Bia para tomar banho e se preparar para dormir.

Quando viu os dois gatinhos, Felipe lavou as mãos antes de se aproximar para brincar com eles.

Pouco depois, seu celular tocou.

Não era Henrique, e sim alguém ligando por causa do trabalho. Felipe deu algumas orientações rápidas e encerrou a chamada. Antes de guardar o aparelho, abriu as mensagens e viu a transferência enviada por Henrique: duzentos e cinquenta mil.

Ele riu e respondeu:

[Não precisa me agradecer. Mas podia ter colocado mais alguns zeros. Eu não reclamaria.]

Henrique não respondeu.

Depois de dar banho em Bia e ajudá-la a vestir o pijama, Tatiane foi até a cozinha preparar o leite.

Felipe estava no quarto.

Bia correu para a sala e ficou admirando o buquê. Após alguns segundos, virou-se para a mãe.

— Mamãe, as rosas são tão lindas... Você gostou?

Tatiane olhou para a filha e sorriu, vencida.

— Gostei muito.

Bia foi até a mesa de jantar, apoiou as duas mãos na borda e continuou observando a mãe.

— Quando o papai souber que você gostou, vai parar de fazer birra.

Tatiane terminou de preparar o leite e conferiu a temperatura. Estava perfeita.

Então se aproximou da filha, puxou uma cadeira e se sentou, acariciando-lhe os cabelos.

— Você é mesmo o anjinho mais carinhoso da mamãe.

Talvez por ter crescido ao lado do pai, Bia percebia com facilidade qualquer mudança no humor de Henrique.

A menina se jogou nos braços da mãe e ergueu o rostinho.

— A Bia também é o anjinho da mamãe.

Henrique rebateu de imediato:

— Quem disse que estou irritado? Você fala como se fosse tão compreensiva.

— E eu disse que sou? Sou mesquinha e guardo rancor. Só porque você me mandou alguma coisa, tenho obrigação de responder? Preciso aceitar tudo sorrindo? Não posso simplesmente jogar fora?

— Tatiane, experimente jogar fora para ver o que acontece.

Ela soltou uma risada sem humor.

— Então vou jogar suas flores fora agora. Quero ver o que você vai fazer comigo.

Enquanto falava, seguiu em direção à sala.

Henrique pareceu ouvir seus passos e pronunciou o nome dela entre os dentes.

— Tatiane!

— Por que está gritando?

Ela parou diante da mesa de centro.

Nesse momento, Felipe saiu do quarto, já arrumado, e lançou um olhar em sua direção.

Do outro lado da linha, Henrique apertou o celular com força. Quando tornou a falar, sua voz havia baixado ainda mais.

— Se você ousar jogar essas flores fora, ligo para a Bia agora mesmo.

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