Cunhada?
Cunhada!
Beatriz examinou Naiara de cima a baixo, incrédula.
— Irmão! Você está dizendo que essa mulher é minha cunhada?
Afonso franziu a testa. — Cuidado com o tom de voz.
— Mas não é isso! — Beatriz estava em choque. — A minha cunhada não era a Isabella Âncora? Como virou essa mulher?
Afonso respondeu com frieza: — Os detalhes eu te explico depois. Mas agora, peça desculpas à sua cunhada pela sua atitude de agora há pouco.
Beatriz fez uma careta, contrariada. — Eu não disse nada de errado, por que tenho que pedir desculpas?
— Você pode escolher não pedir. E eu posso escolher não ter mais você como irmã a partir de hoje.
Beatriz arregalou os olhos. — Eu peço! Eu peço!
Dito isso, ela se curvou num ângulo de noventa graus.
— Cunhada, me desculpe! A minha atitude foi terrível, por favor, me perdoe.
Naiara não estava irritada; na verdade, achou a atitude da garota bastante engraçada.
— Está tudo bem, não precisa se preocupar.
Beatriz ergueu a cabeça. — Viu, irmão? A cunhada já disse que está tudo bem. Posso ficar tranquila agora?
Afonso apontou para Gualter.
— E que palhaçada foi aquela de agora há pouco?
Beatriz abriu um sorriso adulador.
— Eu só achei ele muito gato e fui pedir o contato dele, só isso. Eu não fazia ideia de que vocês se conheciam.
Afonso adotou um tom extremamente severo: — Ele é o braço direito do irmão da sua cunhada, portanto, é como um irmão para mim. Não o incomode. Se me lembro bem, da última vez você me disse que ia se declarar para aquele seu colega veterano na faculdade. Como é que num piscar de olhos você já está dando em cima do Gualter?
Beatriz fez bico, embaraçada. — Irmão, não joga meus podres na roda! Com tanta gente aqui, eu também tenho que manter a minha imagem, né?
— Que imagem? Você invade a sala VIP dos outros e ainda quer falar de imagem?
Beatriz agarrou o braço de Afonso e começou a fazer manha, num tom dengoso.
— Irmãozinho, não briga comigo! Faz tanto tempo que a gente não se vê, por isso eu vim antes sozinha. Eu estava morrendo de saudades de você. Você não sentiu a minha falta?
Afonso deu um peteleco de leve na cabeça dela.
— Não.
Beatriz piscou para Naiara e fez beicinho.
— Hmph, arranjou uma esposa e esqueceu da irmã. Você é muito injusto, irmão!
Afonso puxou seu braço de volta.
— E tem mais: você já é bem grandinha, e eu sou um homem casado. Não pode ficar se pendurando em mim como fazia quando era criança. Onde já se viu isso? Que falta de decoro!
— Breno.
Ouvindo a voz do chefe, Breno se aproximou de imediato.
— Chefe.
Afonso ordenou: — Leve-a para o Pátio do Luar.
Beatriz paralisou.
— Irmão, você não vem comigo?
Afonso entrelaçou seus dedos nos de Naiara.
— Eu vou voltar para a casa da sua cunhada.
Beatriz: "..."
Aquele irmão sempre colocava o amor antes da irmã! Que absurdo!
Assim que Afonso e Naiara saíram, Beatriz finalmente teve coragem de perguntar:
— Breno, aquela mulher...
— Senhorita. — Breno a interrompeu, com evidente desagrado. — Já se esqueceu das palavras do chefe? Se você voltar a desrespeitar a Sra. Xavier, eu vou reportar diretamente a ele.
Beatriz ficou sem ação.
— Por que todo mundo protege essa... essa cunhada? O que ela tem de tão especial?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...