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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1005

— Ela é uma pessoa incrível — respondeu Breno secamente. — Mas, acima de tudo, o chefe gosta dela. E nós protegemos e cuidamos de tudo e de todos que o chefe gosta.

Beatriz resmungou, inconformada: — Mas o meu irmão também gosta de mim! Por que vocês não me protegem?

Breno não teve papas na língua: — Quando estávamos em Porto das Estrelas, a senhorita não parava de arrumar confusão. Seu próprio irmão de sangue e seu pai lavaram as mãos. Era o Sr. Afonso quem vivia resolvendo os seus problemas, ele até ia nas reuniões de pais e mestres no seu lugar. Como mais poderíamos te proteger?

Beatriz saiu batendo os pés, furiosa.

— Não dá para conversar com você! Que ódio! Vocês adoram esfregar o passado na minha cara! Eu já criei juízo, tá bom?!

Breno pensou consigo mesmo: *Criou juízo, sim, claro.*

Se ela não fosse a prima tão querida do chefe, ele a colocaria no seu devido lugar três vezes ao dia.

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Durante o trajeto de volta, Naiara permaneceu imersa em seus pensamentos.

Afonso soltou uma das mãos do volante e apertou gentilmente a dela.

— Está aborrecida por causa da Beatriz?

Naiara voltou a si, surpresa. — Imagina! Não sou tão mesquinha assim.

— Então por que parece tão desanimada?

— Estava pensando no seu tio e no seu primo, que também estão vindo para cá. Me lembro de você ter falado deles, e me preocupa que, quando chegarem, acabem trazendo problemas para você.

Afonso deu uma risada descontraída.

— Não seriam eles se não causassem problemas.

A preocupação de Naiara aumentou. — Mas isso não significa mais exaustão para você?

Afonso acariciou a mão dela. — Com a inteligência deles, é muito improvável que me deem tanto trabalho assim. No máximo, vai ser uma inconveniência irritante.

Naiara soltou um suspiro suave.

Tomara.

Ela realmente não suportava a ideia de vê-lo sobrecarregado, exausto, enquanto ela mesma mal podia ajudar. Era uma sensação de impotência muito ruim.

Como desejava poder ser mais útil a ele.

O celular tocou. Era José.

Naiara atendeu por Afonso.

— Chefe, já deixei a Srta. Yara em casa. Esperei até vê-la entrar na segurança da porta.

Naiara sorriu e abraçou Natália com carinho.

— Terminou a lição de casa tão cedo hoje?

— Sim, já fiz tudo.

Felícia, a governanta, entrou no quarto sorrindo: — Essa menina... Todos os dias, assim que chega da escola, ela janta, se tranca no quarto e devora os deveres de casa, só para terminar rápido e vir brincar com o Bento. Ela é mais atarefada do que eu!

Em seguida, virou-se para Natália:

— Muito bem, já está tarde. Hora de ir para a cama.

Natália choramingou: — Vovó Felícia, ainda é cedo! Deixa eu brincar com ele só mais um pouquinho.

Felícia piscou repetidamente para a menina, com um olhar de cumplicidade.

Natália cobriu a boca com a mãozinhas, soltando risadinhas.

— Ah, é verdade, já está muito tarde! Tenho que ir dormir. Boa noite, tio! Boa noite, tia!

A mais velha e a mais nova foram em direção à porta. Mas os cochichos não passaram despercebidos:

— Vovó, se você não tivesse me lembrado, eu ia esquecer! Hoje, afinal, é a noite de núpcias do tio e da tia!

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