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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1026

Afonso ligou para Gualter.

— Sua chefe já voltou para a empresa?

Gualter respondeu:

— Não. Saiu e não voltou mais, por quê?

Afonso massageou as têmporas.

— Eu a deixei furiosa.

Gualter ficou paralisado por um segundo, e depois tentou segurar o riso.

— Que Deus tenha pena de você.

Logo que desligaram o telefone, alguém bateu na porta do escritório.

Quitéria entrou com um formulário de dispensa nas mãos.

— Gualter, este é o meu pedido de folga. A Presidente Naiara disse que, na ausência dela, você tem total autoridade para resolver isso. Poderia assinar para mim?

Gualter deu uma rápida olhada no papel.

— Você pediu folga amanhã à tarde?

Quitéria, que mantinha a cabeça baixa, levantou-a subitamente.

A Presidente Naiara estava certa, ela precisava erguer a cabeça e manter a postura.

— Sim, tenho alguns compromissos particulares à tarde.

Gualter franziu as sobrancelhas e a observou friamente.

— O seu encontro às cegas é só à noite, e você precisa se preparar desde a tarde?

Quitéria piscou, surpresa.

— Como você sabe...

Ah, sim. Ela havia comentado com a Presidente Naiara. Naiara deve ter contado a ele.

— Como eu levo esse encontro muito a sério, quero comprar algumas roupas e me arrumar à tarde.

O vinco na testa de Gualter se intensificou.

— Está tão desesperada assim para se casar?

Quitéria respondeu com voz calma:

— Não é desespero para casar. Só não quero desperdiçar uma chance. Vai que ele é a pessoa certa para mim.

Gualter não disse mais nada. Pegou a caneta e rabiscou a assinatura no papel.

Quitéria pegou o formulário e estava prestes a sair.

— Volte aqui!

Ela interrompeu o movimento de abrir a porta.

— Precisa de mais alguma coisa?

Gualter chamou com um gesto de dedo.

— Traga o formulário aqui.

Sem entender o motivo, Quitéria obedeceu e o entregou.

Quitéria lutou para acalmar a respiração, e aos poucos a raiva substituiu o choque.

— Você pode não gostar de mim, mas não tem o direito de me humilhar! Eu estava indo para um encontro com intenções reais, e você me beija logo antes! Isso não é justo com a pessoa que vou conhecer!

— Gualter, como pôde fazer isso?!

Gualter fez um ruído de aprovação com a língua.

— Olha só... aprendeu a revidar e argumentar rápido. Nada mal, teve progresso!

As bochechas de Quitéria queimavam de vergonha e indignação.

— Seu...! Eu... Esse foi o meu primeiro beijo! Como pôde ser tão inconsequente? Gualter, você não era assim antes!

Gualter massageou as têmporas, seus lábios desenhando um meio sorriso.

Para ser honesto, por mais inexperiente que ela fosse, o sabor era excelente.

— Está querendo que eu assuma a responsabilidade?

Quitéria firmou a postura.

— Não é necessário. Só queria te avisar que não deveria agir de maneira tão leviana.

— Vou imprimir outro formulário.

Ela virou-se para sair. Mas seu pulso foi agarrado por uma mão forte.

Gualter a encarou com olhos profundos e escuros como a noite.

— Depois do trabalho, vá para aquele seu quartinho alugado caindo aos pedaços, faça as malas e mude-se para a minha casa. Além disso, o seu cartão salário fica comigo agora. Você só poderá enviar mil reais por mês para a sua família.

Quitéria escutou aquilo atônita, sem acreditar no que ouvia.

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