— Gualter, eu não estou entendendo.
Gualter deu uma risada leve.
— Esquece. Vou falar de maneira direta.
— A partir de hoje, eu sou o seu namorado. Nós podemos namorar com o objetivo final de casar.
Quitéria: — ...
--
Afonso tentou ligar para Felícia mais uma vez.
A governanta confirmou que Naiara também não havia passado pela casa deles.
Sem opções, restou-lhe procurar apenas uma pessoa.
Quando Pedro recebeu a mensagem de Afonso, ele mostrou o celular para a irmã.
— Irmã, o cunhado está me perguntando onde você está.
Naiara continuava de olhos presos à estrada enquanto dirigia.
— Ignore-o.
— Irmã, por favor, não brigue com ele por minha causa. O cunhado é tão bom com você, ele vai ficar arrasado.
Naiara manteve-se em silêncio. Acelerou e conduziu o carro direto para a Mansão Nº 1.
Agora, apenas Pedro e uma empregada moravam ali. A casa estava incrivelmente solitária.
— Eu durmo aqui hoje — anunciou ela.
Pedro não disse nada e foi direto para o seu quarto. Assim que fechou a porta, mandou uma mensagem para Afonso.
[Minha irmã está na Mansão Nº 1, venha rápido.]
Meia hora depois, o carro de Afonso parou em frente à propriedade.
A empregada, previamente avisada de sua chegada, abriu a porta imediatamente.
— A senhora está no escritório.
Afonso correu para o andar de cima. A porta estava aberta, mas o cômodo estava vazio.
Na mesa, repousava um pedaço de papel. A letra, elegante e delicada, preenchia a folha de maneira suave.
[Não nos veremos hoje.]
Naiara previra perfeitamente que Pedro bancaria o "traidor". Por isso, escapuliu antes mesmo que Afonso chegasse.
Afonso pegou o papel no ar vazio. Não sabia se ria ou se chorava.
Pedro ainda estava preocupado com a possibilidade de os dois terem uma briga feia.
— Cunhado, você não vai ficar bravo com ela, né?
Afonso sorriu, resignado.
— Neste momento, acho que é a sua irmã que está furiosa comigo.
— A minha irmã nunca recebeu muita afeição desta família — Pedro murmurou. — Cunhado, se ela fizer algo de errado, ou for um pouco temperamental, seja compreensivo com ela.
--
Na Mansão Xavier.
Uma funcionária aproximou-se às pressas.
— Senhor, a Srta. Naiara chegou.
Henrique Xavier estava no quarto do bebê brincando com o pequeno Bento. Ao ouvir o aviso, congelou.
— Eduardo, será que ela veio buscar o Bento?
Ai, ai. E agora? Ele tinha acabado de trazer o seu neto para casa!
O mordomo Eduardo respondeu, sorrindo docemente:
— Claro que não, patrão. Acredito que ela apenas sentiu saudades do Jovem Mestrinho e veio fazer uma visita.
— Rápido, mande-a entrar! — comandou Henrique. — Ah, espere. Não a chame de Srta. Naiara. É Sra. Xavier.
A empregada obedeceu apressada.
Logo depois, Naiara entrou.
— Sogro, tio Eduardo.
Os dois responderam calorosamente.
— Sentiu saudades do Bento, não é? — brincou Henrique.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...