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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1027

— Gualter, eu não estou entendendo.

Gualter deu uma risada leve.

— Esquece. Vou falar de maneira direta.

— A partir de hoje, eu sou o seu namorado. Nós podemos namorar com o objetivo final de casar.

Quitéria: — ...

--

Afonso tentou ligar para Felícia mais uma vez.

A governanta confirmou que Naiara também não havia passado pela casa deles.

Sem opções, restou-lhe procurar apenas uma pessoa.

Quando Pedro recebeu a mensagem de Afonso, ele mostrou o celular para a irmã.

— Irmã, o cunhado está me perguntando onde você está.

Naiara continuava de olhos presos à estrada enquanto dirigia.

— Ignore-o.

— Irmã, por favor, não brigue com ele por minha causa. O cunhado é tão bom com você, ele vai ficar arrasado.

Naiara manteve-se em silêncio. Acelerou e conduziu o carro direto para a Mansão Nº 1.

Agora, apenas Pedro e uma empregada moravam ali. A casa estava incrivelmente solitária.

— Eu durmo aqui hoje — anunciou ela.

Pedro não disse nada e foi direto para o seu quarto. Assim que fechou a porta, mandou uma mensagem para Afonso.

[Minha irmã está na Mansão Nº 1, venha rápido.]

Meia hora depois, o carro de Afonso parou em frente à propriedade.

A empregada, previamente avisada de sua chegada, abriu a porta imediatamente.

— A senhora está no escritório.

Afonso correu para o andar de cima. A porta estava aberta, mas o cômodo estava vazio.

Na mesa, repousava um pedaço de papel. A letra, elegante e delicada, preenchia a folha de maneira suave.

[Não nos veremos hoje.]

Naiara previra perfeitamente que Pedro bancaria o "traidor". Por isso, escapuliu antes mesmo que Afonso chegasse.

Afonso pegou o papel no ar vazio. Não sabia se ria ou se chorava.

Pedro ainda estava preocupado com a possibilidade de os dois terem uma briga feia.

— Cunhado, você não vai ficar bravo com ela, né?

Afonso sorriu, resignado.

— Neste momento, acho que é a sua irmã que está furiosa comigo.

— A minha irmã nunca recebeu muita afeição desta família — Pedro murmurou. — Cunhado, se ela fizer algo de errado, ou for um pouco temperamental, seja compreensivo com ela.

--

Na Mansão Xavier.

Uma funcionária aproximou-se às pressas.

— Senhor, a Srta. Naiara chegou.

Henrique Xavier estava no quarto do bebê brincando com o pequeno Bento. Ao ouvir o aviso, congelou.

— Eduardo, será que ela veio buscar o Bento?

Ai, ai. E agora? Ele tinha acabado de trazer o seu neto para casa!

O mordomo Eduardo respondeu, sorrindo docemente:

— Claro que não, patrão. Acredito que ela apenas sentiu saudades do Jovem Mestrinho e veio fazer uma visita.

— Rápido, mande-a entrar! — comandou Henrique. — Ah, espere. Não a chame de Srta. Naiara. É Sra. Xavier.

A empregada obedeceu apressada.

Logo depois, Naiara entrou.

— Sogro, tio Eduardo.

Os dois responderam calorosamente.

— Sentiu saudades do Bento, não é? — brincou Henrique.

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