Gualter deu uma volta ao redor de Naiara e estalou a língua duas vezes.
— Parece que a noite passada foi intensa.
Naiara admitiu, sem sequer piscar ou corar.
— Foi razoável.
— Seu marido me ligou ontem atrás de você. E não só eu, ele ligou para todo mundo que conhece. Quase morreu de desespero. Eu até pensei: como você pôde ser tão cruel? Está abusando do privilégio de ser a favorita dele, não é?
Ao lembrar disso, o coração de Naiara ainda apertava um pouco.
— A intenção era apenas dar um castigo de leve. Eu não imaginava que ele ficaria tão desesperado.
— Não subestime o seu lugar no coração dele — disse Gualter. — Você é o mundo inteiro daquele homem agora.
Naiara sorriu, sentindo-se genuinamente feliz.
— Eu sei.
— Tem outra coisa que eu queria te contar.
— Pode falar.
— Eu e a Quitéria fomos morar juntos.
A expressão de Naiara não sofreu a menor alteração.
— Que bom.
Gualter, por outro lado, ficou surpreso.
— Você não está espantada?
— Por que eu estaria? Eu já imaginava.
Se ele realmente não sentisse nada por Quitéria, não teria ficado com tanta raiva no passado. O rosto de Naiara, no entanto, tornou-se severo.
— Gualter, preste atenção. A Quitéria não é uma garota qualquer. Ela é simples, pura. Não brinque com os sentimentos dela. Se você ousar fazer isso, serei a primeira a não te perdoar.
Gualter deu um meio sorriso.
— Eu sei. Estou entrando nessa com o casamento em mente, para ver se dá certo. E além do mais, ela está morando no meu apartamento, mas dormimos em quartos separados. Eu não encostei nela.
— Você que sabe como conduzir isso. Mas deixo uma regra clara: é proibido ser um canalha.
— Entendido, chefe. Eu já vou indo. Hoje preciso visitar um fornecedor, fica um pouco longe, então tenho que sair cedo.
Naiara riu levemente.
— Vá em frente. Cuidado na estrada.
Gualter voltou ao escritório, arrumou suas coisas e partiu.
Ao passar por Quitéria, ele fez questão de avisá-la.
— Você vai sozinho? — perguntou ela.
— Ontem fiquei até a madrugada te ajudando a empacotar as coisas da mudança. Estou com sono acumulado. Se você me der um beijo, eu recupero as energias.
Quitéria ainda não tinha coragem. Ela era uma tela em branco quando o assunto era romance. O fato de ter se tornado a namorada de Gualter ainda parecia um sonho nebuloso.
Ele adorava vê-la com aquela carinha confusa. Um pouco boba, mas adorável.
— Deixe o cabelo crescer de novo. Eu ainda prefiro você de cabelo comprido.
Quitéria tocou os fios curtos.
— Tudo bem. Eu farei o que você quiser.
Gualter deixou as brincadeiras de lado.
— Estou indo. Venho te buscar no fim do expediente.
Quitéria foi forçada a engolir a preocupação.
— Está bem. Vá e volte logo. Tome cuidado na estrada.
Gualter deu dois passos e parou.
— Quitéria.
— Sim?
— Eu tenho um temperamento difícil, então peço que tenha paciência. Mas farei o meu melhor para cuidar de você e ser um namorado digno.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...