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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1033

Enquanto a ajudava a se vestir, os olhos de Afonso se fixaram no pescoço de Naiara. Ele deixou escapar uma risada abafada por duas vezes.

No início, ela não entendeu qual era a graça. Só quando foi ao banheiro se olhar no espelho é que percebeu.

Havia duas marcas avermelhadas de chupão bem evidentes no pescoço dela.

Quando é que ele tinha feito aquilo sem que ela sequer percebesse?

— Como eu vou olhar para as pessoas assim? Ainda tenho que ir para a empresa hoje! — protestou ela.

Afonso depositou um beijo na testa da esposa.

— É só colocar uma blusa de gola alta que ninguém vê.

Naiara deu um soco leve no ombro dele.

— Idiota! Da próxima vez, eu deixo marcas no seu pescoço, quero ver se você tem coragem de sair na rua!

Afonso segurou-a pelas axilas e, com os braços fortes, a ergueu do chão sem esforço.

Por reflexo, Naiara entrelaçou as pernas na cintura dele e passou os braços ao redor do seu pescoço.

— Pare com isso! Estou morta de cansaço!

Afonso não conseguiu conter o riso.

— Fique tranquila, até os touros de carga precisam descansar. Eu só ia dizer que não precisa esperar até a próxima vez. Pode deixar as marcas agora mesmo. Eu adoraria sair por aí exibindo as marcas que minha esposa deixou.

Naiara riu, achando graça da cara de pau dele, e deu uma leve mordida na ponta do seu nariz reto.

— Por hoje passa. Fica para a próxima.

...

Lá embaixo, Henrique Xavier segurava o neto no colo, brincando com ele na sala de estar.

— Pai — disse Naiara.

— Pai — disse Afonso.

Os dois chamaram ao mesmo tempo.

Naquele instante, um sentimento de plenitude absoluta tomou conta de Henrique.

Então era isso. A maior felicidade de toda a sua vida resumia-se àquele momento.

O filho e a nora ao seu lado, e o neto sorrindo docemente em seus braços.

Não havia como a vida ser melhor do que aquilo.

— Eduardo, vá chamar a cozinheira. Mande servir o café da manhã do jovem mestre e da jovem senhora!

Naiara aproximou-se e pegou o bebê no colo.

Para ser sincera, ficar longe do filho a deixava com o coração apertado de saudade.

Mas ao ver o menino fazendo companhia ao avô, e perceber o quanto aquilo trazia vitalidade a Henrique, ela sentiu que valia a pena.

Naiara o abraçou por um tempo, encheu-o de beijos e depois o entregou à babá.

— Pai, o senhor já tem certa idade, precisa descansar. Não fique com o bebê no colo o tempo todo, isso não faz bem para as articulações dos braços.

Afonso respirou fundo e elevou um pouco o tom de voz.

— Eu cansei de falar para certa pessoa parar com isso e nunca fui ouvido. E aí a minha mulher diz uma única vez, e o problema está resolvido? Estou começando a desconfiar se sou mesmo filho biológico de alguém nesta casa.

Henrique não perdeu tempo e rebateu em alto e bom som:

— Não é! Eu te achei no lixo!

Naiara balançou a cabeça, rindo.

Aqueles dois eram impossíveis...

Mas, do jeito deles, era tudo perfeito.

Após o café da manhã, Afonso e Naiara se prepararam para ir às suas respectivas empresas.

Afonso segurou a mão dela e caminhou até a saída. Quando estava prestes a abrir a porta principal, ele parou e voltou de repente.

— Pai.

— Que é? — respondeu Henrique.

Afonso deu um beijo rápido e inesperado no rosto do pai. Seus olhos estavam carregados de sinceridade.

— Obrigado. Obrigado por me deixar ficar com a Naiara. Eu estou muito feliz hoje.

O coração de Henrique deu um salto no peito e as emoções transbordaram por dentro. Mas, mantendo a pose dura de sempre, ele esfregou o rosto onde o filho havia beijado, com uma expressão de puro desgosto.

— Afonso! Que nojeira é essa! Como é que eu fui ter um filho tão meloso!

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