— Senhor, poderia me explicar exatamente como o encontrou? — perguntou Naiara.
O homem, de boa índole, detalhou tudo com cuidado.
— Eu o vi no meio do mato, perto da estrada. Quando cheguei perto, ele estava coberto de sangue. Parecia que não ia aguentar muito tempo. Coloquei ele na minha van o mais rápido que pude e dirigi direto para cá.
Quitéria agarrou o braço de Naiara, aterrorizada. Naiara deu tapinhas suaves na mão dela, pedindo calma.
— Ele estava sozinho?
— Sim, completamente sozinho. Eu até achei bizarro. Como um cara machucado daquele jeito estaria largado sozinho no mato?
— O senhor poderia me deixar o seu contato? — pediu Naiara. — Faço questão de recompensá-lo adequadamente.
Mais do que gratidão, aquele homem era possivelmente a única testemunha do ocorrido. Ela tinha dezenas de perguntas a fazer. Mas agora, a única coisa que importava era a sobrevivência de Gualter.
O bom homem deixou o número.
— Se precisar perguntar mais alguma coisa, é só ligar.
Naiara tirou todo o dinheiro em espécie que tinha na bolsa.
— Por enquanto, só tenho isso comigo. Fique, por favor. Mais tarde, farei um agradecimento formal.
O homem tentou recusar de todas as formas, mas Naiara enfiou o dinheiro diretamente no bolso dele.
As pernas de Quitéria cederam, e ela quase desabou. Naiara a amparou e a ajudou a sentar em uma cadeira do corredor.
— É nesses momentos que menos podemos perder o controle.
Quitéria estava tremendo da cabeça aos pés, dominada pelo desespero.
— Presidente Naiara, ele vai sobreviver? Ele saiu de casa tão bem hoje de manhã... Como isso foi acontecer?
Naiara segurou os ombros da garota.
— Calma. Vamos esperar o médico sair.
***
Quando Afonso recebeu a ligação de Naiara, estava acompanhando clientes em um jantar no Pavilhão Imperial. Ao ouvir a notícia, pediu desculpas aos presentes e partiu às pressas para o hospital.
Durante o trajeto, o carro voava pela pista, e José, no volante, não afrouxou o aperto das mãos por um segundo sequer.
***
Fora da UTI.
Eles só podiam observar Gualter através do pequeno vidro da porta. Ele continuava inconsciente. Naiara olhou uma única vez e não teve coragem de olhar de novo.
O jovem vibrante que saíra de casa naquela manhã agora jazia ali, pálido, ligado a dezenas de tubos, parecendo desprovido de vida. Os ferimentos pelo corpo eram chocantes.
Quem faria isso?
Quem teria sido o covarde a espancá-lo com tanta brutalidade?
Fábio chegou ao hospital correndo, assim que recebeu a mensagem de Afonso. Bastou uma olhada pela janela para ele ranger os dentes de ódio.
— Puta merda! Que desgraçado fez isso?! Afonso, vamos chamar a polícia?
Os olhos escuros de Afonso eram como um abismo insondável.
— Eu mesmo vou investigar isso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...