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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1037

— Senhor, poderia me explicar exatamente como o encontrou? — perguntou Naiara.

O homem, de boa índole, detalhou tudo com cuidado.

— Eu o vi no meio do mato, perto da estrada. Quando cheguei perto, ele estava coberto de sangue. Parecia que não ia aguentar muito tempo. Coloquei ele na minha van o mais rápido que pude e dirigi direto para cá.

Quitéria agarrou o braço de Naiara, aterrorizada. Naiara deu tapinhas suaves na mão dela, pedindo calma.

— Ele estava sozinho?

— Sim, completamente sozinho. Eu até achei bizarro. Como um cara machucado daquele jeito estaria largado sozinho no mato?

— O senhor poderia me deixar o seu contato? — pediu Naiara. — Faço questão de recompensá-lo adequadamente.

Mais do que gratidão, aquele homem era possivelmente a única testemunha do ocorrido. Ela tinha dezenas de perguntas a fazer. Mas agora, a única coisa que importava era a sobrevivência de Gualter.

O bom homem deixou o número.

— Se precisar perguntar mais alguma coisa, é só ligar.

Naiara tirou todo o dinheiro em espécie que tinha na bolsa.

— Por enquanto, só tenho isso comigo. Fique, por favor. Mais tarde, farei um agradecimento formal.

O homem tentou recusar de todas as formas, mas Naiara enfiou o dinheiro diretamente no bolso dele.

As pernas de Quitéria cederam, e ela quase desabou. Naiara a amparou e a ajudou a sentar em uma cadeira do corredor.

— É nesses momentos que menos podemos perder o controle.

Quitéria estava tremendo da cabeça aos pés, dominada pelo desespero.

— Presidente Naiara, ele vai sobreviver? Ele saiu de casa tão bem hoje de manhã... Como isso foi acontecer?

Naiara segurou os ombros da garota.

— Calma. Vamos esperar o médico sair.

***

Quando Afonso recebeu a ligação de Naiara, estava acompanhando clientes em um jantar no Pavilhão Imperial. Ao ouvir a notícia, pediu desculpas aos presentes e partiu às pressas para o hospital.

Durante o trajeto, o carro voava pela pista, e José, no volante, não afrouxou o aperto das mãos por um segundo sequer.

***

Fora da UTI.

Eles só podiam observar Gualter através do pequeno vidro da porta. Ele continuava inconsciente. Naiara olhou uma única vez e não teve coragem de olhar de novo.

O jovem vibrante que saíra de casa naquela manhã agora jazia ali, pálido, ligado a dezenas de tubos, parecendo desprovido de vida. Os ferimentos pelo corpo eram chocantes.

Quem faria isso?

Quem teria sido o covarde a espancá-lo com tanta brutalidade?

Fábio chegou ao hospital correndo, assim que recebeu a mensagem de Afonso. Bastou uma olhada pela janela para ele ranger os dentes de ódio.

— Puta merda! Que desgraçado fez isso?! Afonso, vamos chamar a polícia?

Os olhos escuros de Afonso eram como um abismo insondável.

— Eu mesmo vou investigar isso.

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