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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1040

O interrogatório terminou.

José entregou um lenço umedecido ao chefe.

— Jovem Mestre, vamos deixá-lo ir embora assim mesmo? E se ele voltar atrás na palavra?

Afonso limpava a mancha de sangue do polegar de forma metódica.

— Ele não vai.

E nem ousaria.

Breno estava revoltado.

— Quebrar só dois dedos saiu barato demais pra ele! Se dependesse de mim, quebraríamos as pernas dele também. Deixaria o desgraçado numa cadeira de rodas pro resto da vida.

O olhar de Afonso repousou casualmente em um ponto distante, carregando uma emoção complexa que ninguém ali soube decifrar.

— A perna do Gualter não foi quebrada por ele.

E os outros ferimentos graves no corpo também não foram causados por Ronaldo.

José piscou, confuso.

— Mas ele mesmo confessou!

— Não perceberam que ele já estava com o rosto machucado antes de chegar aqui?

José forçou a memória.

— Acho que sim.

— Aqueles hematomas foram de quando ele brigou com o Gualter. Pelo que conhecemos do Gualter, ele luta muito melhor que o Ronaldo. Como ele teria sido espancado daquele jeito por um cara como ele?

— Ronaldo admitiu porque ele de fato entrou numa briga com o Gualter.

— Mas os ferimentos críticos que o garoto sofreu não foram obra dele.

A mente de Breno clareou no mesmo instante.

— Entendi. O senhor quer dizer que, depois que Ronaldo e Gualter brigaram, uma terceira pessoa atacou o Gualter. E essa pessoa foi quem o deixou em estado grave.

— Exatamente.

José cerrou os punhos de raiva.

— Quiseram usar a briga como cortina de fumaça?

Também denunciava que Carlos, ao descobrir que Vitória não era sua irmã biológica, orquestrou pessoalmente a prisão dela para assegurar que a fortuna da família ficasse inteiramente em suas mãos.

Como se não bastasse, o escândalo desvendava que, durante seu casamento com Naiara, Carlos manteve um caso com Adriana Fontana, sua concunhada. E a ironia suprema: enquanto ele traía a esposa achando que teria um filho com a amante, a própria Adriana também estava lhe colocando um belo par de chifres.

O ápice da exposição foi a prova de que Carlos, para se vingar de Adriana, havia forjado laudos para interná-la em um hospício.

Os segredos imundos dos Lucca tornaram-se o principal assunto das fofocas em toda Rio Belo.

A opinião pública agiu rápido e com força devastadora. No mesmo dia, Carlos foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. Por não haver evidências robustas imediatas, e graças à sua vasta rede de influências, ele foi liberado sob fiança.

Mesmo assim, o estrago estava feito.

A imagem impecável do executivo queridinho das revistas de negócios evaporou no ar.

As ações de suas empresas sofreram uma queda livre. Bilhões em valor de mercado desapareceram do dia para a noite. Grandes clientes suspenderam os contratos. Fornecedores cortaram prazos e exigiram pagamento à vista. Negociações internacionais foram congeladas por tempo indeterminado.

E a desgraça não parou por aí.

No dia seguinte, a crise afogou a empresa. Executivos entregaram seus cargos. Os principais talentos da área técnica apresentaram pedidos de demissão em massa. O pânico instalou-se entre os funcionários que sobraram.

A Tecnologia Vitalis, antes vanguardista no setor, viu-se à beira do abismo em questão de horas.

Carlos mandou vasculhar Rio Belo inteira atrás de Ronaldo, sem sucesso. O ódio o consumia. Queria matar alguém.

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