Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1039

Ronaldo sabia perfeitamente de quem ele estava falando.

— Fui eu! Ele estava arrogante demais! O Sr. Lucca só queria dar uma lição nele.

Dar uma lição?

Só isso?

José e Breno trocaram um olhar e, em uníssono, tomaram a mesma atitude. Cada um acertou um soco impiedoso no rosto de Ronaldo.

Afonso franziu a testa ligeiramente.

— Você fez tudo sozinho?

— Sim... fui só eu — gaguejou Ronaldo.

José sentia a raiva ferver a cada palavra.

— Jovem Mestre, já que ele confessou, vamos aplicar a lei de talião. Olho por olho.

Afonso levantou-se e virou de costas.

— Prossiga.

Ouviu-se um estalo seco, seguido pelos berros de dor de Ronaldo.

Seu dedo indicador havia sido quebrado a sangue-frio por José.

— Não chore tão cedo — alertou José, sombrio. — Ainda faltam nove dedos. Poupe o fôlego.

Ronaldo estava em pânico absoluto.

— Sr. Afonso! Eu sou apenas um empregado! Faço o que o Sr. Lucca manda! Se você quer vingar o Gualter, não devia vir atrás de mim, e sim dele!

Afonso, de costas, mantinha a postura ereta, com as mãos cruzadas atrás do corpo. Sua voz era arrastada, mas carregava um terror indescritível.

— Minhas contas com o Carlos Lucca serão cobradas no momento certo. Mas as mãos que bateram foram as suas. Essa dívida de sangue, é você quem paga primeiro. José, continue.

Ronaldo sentiu o couro cabeludo formigar de agonia.

— Sr. Afonso! Sr. Afonso! Por favor, me perdoe! Eu nunca mais farei isso!

Os olhos do homem à frente pareciam um lago congelado, e a aura ao seu redor era asfixiante.

— Você só conhece o Afonso Xavier de Rio Belo, mas desconhece o Terceiro Jovem de Porto das Estrelas. Nas regras do Terceiro Jovem, sangue se paga com sangue. José, não perca tempo.

Outro estalo repugnante de osso se partindo ecoou.

— Ótimo. — Afonso voltou a sentar-se, com o olhar cortante. — E se eu pedir para você trair Carlos Lucca?

Ronaldo congelou.

— Trair... o Sr. Lucca? Mas... se eu fizer isso, ele vai acabar comigo.

Se ele não fizesse, morria ali mesmo. Se fizesse, morreria mais tarde. Era a morte certa de qualquer forma. Então, qual era o sentido?

— Carlos Lucca realmente não vai perdoar você — pontuou Afonso. — Mas eu... eu posso mantê-lo vivo.

Ronaldo soltou a respiração, ainda desconfiado.

— Por que eu deveria acreditar em você?

— Porque é a sua única opção.

— Quando tudo acabar, eu te darei uma quantia em dinheiro. Você pega esse valor e foge para viver o amor de vocês com a sua namorada. Afinal, a sua amada traiu o noivo dela só para ficar com você.

— Você... — Um suor frio escorreu pela espinha de Ronaldo. — Como você sabe disso...?

Afonso deslizou o polegar pelos lábios do assistente, sujando o dedo com o sangue que escorria da boca dele.

— A única resposta que me interessa agora é se você aceita ou não.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê