Quitéria enxugou o rosto com pressa.
— Sim. Obrigada, Sra. Naiara. E obrigada, Sr. Afonso.
Gualter resmungou.
— São minha irmã e meu cunhado. Agradecer pra quê?
Quitéria deu um sorriso bobo em resposta.
— Tá rindo do quê? — provocou ele.
— Desde que você fique bem, pode brigar comigo o quanto quiser.
...
Gualter estendeu a mão pálida.
— Vem aqui. Deixa eu segurar a sua mão.
Quitéria sentou-se na beirada da cama e esticou os dedos.
Assim que a segurou, Gualter sentiu uma textura estranha. Ao virar a mão da garota, ele ficou chocado.
Havia diversos cortes e machucados feios na palma da mão dela.
Ele franziu o cenho.
— O que aconteceu com a sua mão?
Quitéria recolheu o braço.
— Nada. Foi só um tropeço.
— Você acha que sou idiota? — resmungou Gualter. — Vou te dar mais uma chance de contar a verdade.
Quitéria abaixou a cabeça e sussurrou.
— Aquele templo... a escadaria até o topo tem 1.080 degraus. Os mais velhos dizem que se você subir de joelhos, fazendo uma reverência até o chão a cada três passos, qualquer pedido feito aos deuses lá no topo se realizará.
— Então eu...
Gualter ficou em choque absoluto.
— Você realmente fez isso?
— Uhum...
Gualter não tinha palavras.
— Você é tonta, é?
Naiara percebeu algo e rapidamente se aproximou, puxando a barra da calça de Quitéria para cima.
O que viu a deixou assustada.
Os dois joelhos da garota estavam inchados e completamente roxos. Um deles estava tão esfolado que o sangue havia atravessado o tecido da calça.
Naiara quis repreendê-la por não se cuidar, mas engoliu as palavras.
Se isso não era o amor em sua forma mais pura, o que seria?
— Venha, vou te levar até uma enfermeira para limpar e curar esses ferimentos — disse Naiara.
Gualter lançou um olhar cauteloso para a porta. Quando teve certeza de que não havia ninguém por perto, baixou o tom de voz e mudou de assunto repentinamente.
— Não foi o Carlos Lucca.
Naiara congelou.
— Não foi ele?
— O Ronaldo de fato arrumou briga comigo, mas a tentativa de agressão dele foi uma piada. Eu acabei com ele na hora e fui embora. Só que, não muito longe dali, colocaram um saco na minha cabeça e me apagaram na pancada.
— E aposto que esses dois que me atacaram não eram capangas do Carlos.
Naiara detalhou ao irmão as manchetes bombásticas que haviam arruinado Carlos Lucca nos últimos dias.
Gualter já imaginava.
— O King só usou a oportunidade para varrer o lixo do seu caminho.
O rosto de Naiara ficou sombrio.
— Você acha que o seu cunhado foi cruel demais? — perguntou Gualter.
Naiara lançou um olhar afiado para ele.
— Mas é claro que não!
— Então por que está com essa cara?
— É que eu tenho o pressentimento de que... há olhos muito perigosos escondidos no escuro, apenas nos observando. E eles estão por perto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...