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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1044

Quando Quitéria voltou a entrar no quarto, os dois interromperam a conversa.

A garota tinha um coração puro e era assustadiça; quanto menos soubesse, melhor.

Naiara, de propósito, arranjou uma desculpa para deixá-los a sós.

— Vou descer para comprar umas frutas. Quitéria, cuide bem do Gualter.

— Pode deixar, Sra. Naiara. — Respondeu Quitéria.

Ela puxou uma cadeira, sentou-se ao lado da cama e ficou encarando o tubo de soro com um olhar pidão.

— Quitéria. — Gualter a chamou de repente.

Ela virou o rosto para ele.

— O que foi? Precisa de alguma coisa?

— Venha, sente-se aqui perto de mim.

Obediente, ela deixou a cadeira e acomodou-se na beirada da cama.

— O que houve?

O olhar de Gualter foi se tornando gradativamente mais terno.

— Seus ferimentos ainda doem?

Quitéria balançou a cabeça.

— Não dói. Perto do que você passou, isso não é nada.

O coração de Gualter deu um salto.

Aquela garota parecia frágil, prestes a quebrar ao menor toque, mas havia uma força assustadora em sua essência. Uma força que só despertava em circunstâncias extremas.

— Me dá um abraço.

Ela piscou, surpresa.

— Eu?

Gualter não conseguiu conter uma risada.

— E você acha que eu pediria para outra mulher me abraçar?

— Mas... eu tenho medo de machucar suas feridas.

— Não vai. É só me abraçar devagarinho.

Tremendo, Quitéria deu-lhe um abraço simbólico, mal tocando os braços dele. Nem sequer teve coragem de encostar a cabeça em seu peito.

Quando ela fez menção de recuar, Gualter segurou sua nuca e a puxou para baixo.

Os lábios dos dois se colaram com firmeza.

Diferente do beijo fugaz da última vez, Gualter tomou a iniciativa, pedindo passagem. Quitéria nunca havia experimentado algo assim e arregalou os olhos, em choque.

— Oho? — Fábio ergueu uma sobrancelha. — Desde quando isso aconteceu? Você é rápido, hein.

Cícero deu uma olhada no prontuário pendurado no pé da cama.

— Pelo que vejo, vai levar alguns meses para se recuperar totalmente.

— Ainda bem que posso usar o notebook na cama — disse Gualter. — Se eu tivesse que ficar sem fazer absolutamente nada, só descansando por meses, eu enlouqueceria.

Fábio deu uma risada leve.

— Nisso você e a Naiara são idênticos. Não conseguem ficar parados.

— Por falar nela, cadê a Naiara? — perguntou Cícero.

— Ela disse que ia descer para comprar frutas — respondeu Gualter.

Mal ele terminou de falar, Breno entrou no quarto, olhando ao redor.

— A Sra. Naiara ainda não voltou?

Gualter franziu a testa.

— Você não estava com ela o tempo todo?

Desde o incidente de Gualter, Afonso havia designado Breno para ser a sombra de Naiara vinte e quatro horas por dia.

— Ela estava no supermercado aqui embaixo comprando frutas. Pediu para eu levar algumas sacolas para o carro. Quando voltei, ela não estava mais no mercado. Achei que tivesse subido para cá.

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