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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1054

Carlos Lucca sabia muito bem que, dessa vez, não tinha escolha a não ser comparecer.

Mesmo com os ferimentos pelo corpo, ele precisava ir.

Caso contrário, aquele homem faria com que ele não tivesse paz nem mesmo em um leito de hospital.

O que Carlos não esperava era que Isadora Coelho fosse acompanhá-lo.

Lentamente, Carlos puxou uma cadeira e sentou-se, arrastando as palavras com sua arrogância habitual.

— Sr. Afonso, não se importa se eu me sentar, não é? Ainda estou machucado, não consigo ficar em pé.

O homem, que até então estava de costas para ele, virou-se devagar. Quando falou, sua voz carregava um frio cortante.

— Chegou a hora de acertarmos as nossas contas.

Carlos deu um sorriso desdenhoso.

— Podemos acertar as antigas, mas a notícia que saiu hoje de manhã realmente não tem nada a ver comigo. Eu não seria burro de atrair esse tipo de exposição para mim a essa altura do campeonato.

Afonso Xavier recostou-se no sofá e tirou um cigarro do maço.

Mas não o acendeu. Apenas o girou entre os dedos longos.

Ele sabia que sua esposa detestava cheiro de cigarro.

E também havia prometido a ela que não usaria o fumo para afogar as frustrações quando estivesse de mau humor.

Na verdade, fumar sequer resolveria alguma coisa.

Afonso sabia, é claro, que a notícia daquela manhã não tinha sido obra de Carlos Lucca.

Ele já tinha uma boa ideia de quem estava por trás daquilo.

Mas não agiria por impulso antes de ter provas irrefutáveis.

— Diga logo, Sr. Afonso. Como pretende cobrar essa dívida?

Antes que Afonso pudesse responder, Isadora se antecipou.

— Sr. Afonso, considerando que eu salvei a Naiara, não podemos encerrar esse assunto por aqui?

Afonso ergueu os olhos e lançou-lhe um olhar gélido e indiferente.

— Podemos.

Isadora congelou.

Ele concordou tão facilmente?

— Você... está falando sério?

Afonso continuou a brincar com o cigarro, respondendo com um tom casual.

— Você, de fato, salvou a vida da minha esposa. Eu devo retribuir esse favor.

Isadora ficou olhando fixamente para ele, uma emoção estranha tomando conta de seu peito.

Mas logo a sensação desapareceu.

O coração de Afonso deu um leve salto no peito, mas ele manteve a fachada imperturbável.

— A partir de hoje, espero que cada um siga o seu próprio caminho. Se por acaso nos cruzarmos, finja que não me conhece.

Carlos deu de ombros.

— Feito. Posso ir agora?

Vendo a dificuldade que ele tinha para se levantar, Isadora não resistiu e estendeu a mão para ajudá-lo.

Ao chegar à porta, Carlos parou de repente, virou-se e deu uma última olhada no homem que um dia foi seu grande rival.

— Afonso Xavier. Espero que nunca mais nos vejamos.

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José encarou a assinatura de Carlos no papel, ainda incrédulo.

— Sr. Afonso, como ele pôde ceder tão facilmente?

Afonso olhou para os documentos com total apatia.

— Com o estado atual da Tecnologia Vitalis, a capacidade dele jamais daria conta de reerguer a empresa. Livrar-se dela o quanto antes e pegar o dinheiro era a saída mais realista.

— Sendo assim, Sr. Afonso, por que não liga logo para a Sra. Naiara? O senhor não disse que comprou a Vitalis para vingar aqueles três anos de sofrimento dela, e também como um presente de casamento? A Sra. Naiara vai ficar muito feliz quando souber.

Afonso apoiou a testa na mão e massageou as têmporas, com o rosto marcado pelo cansaço.

— José, a sua senhora está furiosa comigo por eu ter escondido a compra dela. E mais ainda por achar que eu usei o Gualter e a própria situação dela para conseguir essa aquisição.

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