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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1055

— Me diga você, eu não deveria estar com raiva?

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No banco do carona, Carlos Lucca tentava se ajeitar de forma desajeitada. Não importava a posição, a dor nas feridas era excruciante.

Isadora o observou pelo canto do olho, sem um pingo de pena.

— Assinou o contrato tão rápido porque sabe que não tem competência para ressuscitar a empresa?

Carlos permaneceu em silêncio.

Isadora soltou um riso anasalado, cheio de ironia.

— Carlos, descobri que você não é de todo inútil. Pelo menos no quesito autoconhecimento, você está um passo à frente dos outros.

Ele a fuzilou com o olhar.

— Dirige a porcaria do carro e cala a boca.

Para sua surpresa, ela não retrucou.

O Carlos de hoje lembrava muito ela mesma.

Dois seres patéticos e miseráveis.

Duas pessoas egoístas que só se importavam com os próprios sentimentos.

O fim que levaram não passava de carma.

E era mais do que merecido.

Ela não culpava ninguém.

Apenas as peças que o destino pregava.

Carlos virou o corpo de lado e olhou pela janela.

Aquela cidade familiar parecia cada vez mais turva diante de seus olhos.

As lembranças do que havia acontecido ali passavam por sua mente como as cenas de um filme.

No fim, ele perdeu tudo.

A história de Carlos Lucca deveria terminar por ali.

— Esqueci de te contar uma coisa — a voz de Isadora quebrou o silêncio.

Carlos fechou os olhos, sem forças para pensar em mais nada.

— Hum.

— Eu descobri o paradeiro da Zuleica.

Ele não esboçou reação. — Hum.

— Ela tirou a irmã mais nova do orfanato e as duas estão morando numa casa velha, na cidade natal dela. Ela conseguiu um emprego num jardim de infância. O salário não é lá essas coisas, mal dá para sustentar as duas.

Ouvir aquilo deixou um gosto amargo no coração de Carlos.

Ele não amava Zuleica.

Mas sentia culpa pelo que fez a ela.

— Vou mandar alguém entregar uma quantia em dinheiro.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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