No meio do caminho, Naiara Jasmim recebeu uma ligação de Henrique Xavier.
Agora, Henrique a considerava genuinamente como uma filha, então falava com ela de forma muito mais descontraída.
— Naiara, você e o Afonso não querem vir jantar aqui em casa hoje?
Naiara, por coincidência, já estava com saudades do bebê.
— Tudo bem. Vou ligar para o Afonso agora. Se ele não tiver nenhum compromisso para esta noite, iremos juntos.
Henrique desligou o telefone, radiante.
— Eduardo, acho que de agora em diante não precisamos mais falar com aquele meu filho rebelde para resolver qualquer coisa. É só falar direto com a Naiara. Se ela concordar, é o mesmo que o Afonso concordar.
Eduardo brincava suavemente com os dedinhos do bebê.
Desde que aquele garotinho havia chegado, sentia que tanto ele quanto o patrão haviam rejuvenescido vários anos.
Acordavam todos os dias com a sensação de que seria um belo dia.
Bem diferente do passado, quando a casa vivia mergulhada em uma atmosfera pesada e sem vida.
— Patrão, o senhor já reparou em como o jovem mestre obedece cegamente à Sra. Naiara? Não sente ciúmes?
Henrique sorriu tanto que seus olhos viraram dois risquinhos.
— Tem um ditado que diz que o homem que ouve a esposa, prospera. Quem sabe a Naiara não é o nosso amuleto da sorte?
— Eu acho que sim. — Eduardo concordou.
A babá trouxe a mamadeira recém-preparada.
Henrique queria dar o leite pessoalmente, mas Eduardo implorou com olhar de coitado.
— Patrão, me deixa dar a mamadeira só dessa vez. É sempre o senhor quem dá, eu nunca alimentei o jovem mestre.
Mesmo a contragosto, Henrique entregou a mamadeira a ele.
— Toma, toma. Dessa vez é você, mas na próxima sou eu, ouviu bem?
Eduardo abriu um sorriso largo.
— Pode deixar.
Assim que o bico tocou a boquinha, o garotinho ergueu as mãos gordinhas para segurar a mamadeira.
Eduardo não conteve o encantamento.
— Patrão, eu sinto que o nosso jovem mestre é inteligente demais. Será que ele vai ser um gênio como o jovem mestre Afonso?
Henrique olhava para o neto e sentia que nunca seria o suficiente.
— Muito provavelmente sim.
— Eu vou é cuidar do meu netinho precioso. Não vou me meter em mais nenhuma confusão.
Mal havia terminado de falar, o telefone tocou novamente.
Henrique olhou para o identificador de chamadas e não sentiu a menor vontade de atender.
Era Ricardo Âncora.
Henrique deixou tocar.
O telefone tocou até cair na caixa postal.
— Patrão, eu aposto que essa ligação repentina do Ricardo Âncora tem a ver com o casamento do jovem mestre e da Srta. Isabella. — Eduardo deduziu.
Henrique obviamente sabia disso.
Eduardo continuou:
— Mas ignorar não vai resolver. Se o Ricardo decidir bater na nossa porta e descobrir a existência do pequeno Bento, as coisas vão ficar muito piores. Não seria melhor deixarmos claro de uma vez por todas que o noivado acabou?
— E você acha que eu não quero acabar com isso? Mas com a Helena no estado em que está, como vamos simplesmente cancelar tudo?
— De qualquer forma, o senhor precisa intervir, patrão. Não podemos deixar o jovem mestre enfrentar isso sozinho. Vamos ajudá-lo.
Henrique soltou um longo suspiro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...